terça-feira, 21 de abril de 2015

TICS e a Infoalfabetização

TICS e a Infoalfabetização
        Chego na segunda aula do PEAD, feliz, cheia de expectativas, com vontade de aprender! Então, começa a apresentação do Professor Rafael sobre o aplicativo PBWORKS. Fico entre assustada, em alarme e tentando pensar positivamente: “eu vou aprender!”.
      No laboratório, em frente a tela do PC, começa a maratona. Primeira dificuldade: as instruções estão em inglês. Penso: “controle-se, conta até três ou dez ou cem e começa.” Primeiro: tutorial. Criar página, solicitar acesso, elaborar a apresentação. Eu continuo tentando manter a calma.
     Então recordo quando comecei a trabalhar numa empresa de importação. Não sabia ligar o PC; enviar Email, nem pensar; editar um texto, não tinha a menor noção. Lembrei de uma amiga que, vendo meu desespero com o analfabetismo digital, falou: “não te micha”. E isto que eu fiz: não me michei. Sem dinheiro para fazer um curso, busquei os professores na família: marido, irmão e sobrinho, todos em ação pela minha inclusão digital. E em poucos dias, já estava com as funções básicas dominadas.
     Então, com o PBWORKS é este o segredo. Não desistir, insistir, ler os tutoriais, tentar e tentar novamente – buscando a ajuda dos tutores, sempre que preciso. Em primeiro lugar, buscar a tranquilidade. Porque a ansiedade nestas horas não é boa companhia. Usar um ensinamento para ter serenidade:  um passo de cada vez.
Então, dominadas as funções básicas do PBWORKS, vem a narrativa digital. E eis que descubro este poderoso recurso que está lá disponível no Youtube e também no PBWORKS: os tutoriais.
     Como montar o vídeo?
      Primeira aprendizagem, preciso de um programa que não tenho no PC: Windows Movie Maker. Uso o tutorial para instalar.
      Próximas aprendizagens: Criar o projeto no programa; passar para o formato Youtube/ postar no Youtube.
       E, neste processo de tentativas, erros e acertos, vou aprendendo; vou criando meus conhecimentos.
       E entrando na sociedade de informação. Onde a construção de meus conhecimentos, vão me direcionando para uma nova educação, um novo conceito de alfabetização – a infoalfabetização.
      A estes novos conhecimentos de informação, surge a necessidade de comunicação rápida e eficiente com colegas e tutores do PEAD. Para embasar as reflexões do curso, as trocas são realizadas pela plataforma MOODLE, pelo Blog , também por mensagens via Email e WhatsApp.
      Desta forma, as TICS - Tecnologias da Informação e comunicação - vão gerando novas formas de interação e construção de conhecimentos.  E estas aprendizagens construídas no curso PEAD, são  aplicados em minha prática de sala de aula.

Certamente que o professor já não pode, numa sociedade de informação e do conhecimento, limitar-se a ser difusor do saber. Torna-se de algum modo, parceiro de um saber coletivo, que lhe compete organizar. Sendo assim, o professor deixa de apresentar-se como o núcleo do conhecimento para se tornar um otimizador desse mesmo conhecimento e saber, convertendo-se assim, num:
- organizador do saber;
- fornecedor de meios e recursos de aprendizagem,
- estimulador do diálogo, da reflexão e da participação crítica.
                                                Trecho retirado do BLOG:  ticsemportugues.blogspot.com.br/2009/11/que-sao-as-tics-para-que-servem./



Retrato da Escola Novos Olhares

Retrato da escola...Novos olhares
      Alguém já viveu a experiência de retornar a algum lugar visitado há muitos anos atrás? Como quem viveu muito tempo em uma cidade, ocorrendo a mudança para um lugar distante e retornando tempos depois? É a mesma cidade. Pode ter ocorrido alguma modificação de paisagem, mas permanece o mesmo perfil. Algumas casas ainda estão lá, os prédios públicos que talvez você tenha frequentado, eles estão lá: mas a visão que você tem do lugar é completamente diferente.  Mudou o lugar? Mudou a cidade? Ou você que mudou?
     A paisagem pode ser a mesma, mas mudou o seu jeito  de olhar.
     Olhar a escola parece tarefa fácil. Estou lá todos os dias. Muitos de nós passam lá a maior parte de seu tempo.  Mas, agora, muda meu jeito de olhar: Começo a ler com atenção o PPP - leitura que já havia iniciado na escola em 2014 - com o estudo para elaboração de novo PPP pela comunidade escolar.
      Mas, agora, com as discussões das aulas no Seminário Integrador, fixo meu olhar em concepções que baseiam o Projeto político-pedagógico: O que é educar? Como está organizada a avaliação? O que é conhecimento?
      Está lá, na filosofia da escola:
      “O Centro Municipal de Educação Básica Camilo Alves Visa à formação do educando enquanto agente de ação e de mudanças, através do desenvolvimento de suas potencialidades (...) promovendo um ensino dialógico e reflexivo...”.
    Mas não basta somente uma concepção de educação e escola. É necessário principalmente uma prática que seja coerente com o discurso. Fazer como prática da escola a educação como exercício da cidadania!
     Então, começo a pensar nos projetos que vivemos com a comunidade escolar: “Africanidades”, “Outubro rosa”, “Feira de ideias”, “Consciência negra”, “Tudo bem ser diferente”, “Aprender Brincando”, “Caminhada pela PAZ” e muitos outros.
     Percebo, com alegria, que estamos no caminho. Que muitas ações estão coerentes com o discurso. Mas toda educação não é tarefa pronta, acabada, é construção. Construção realizada pelos  sujeitos da ação. Então vamos construindo, novos projetos, com a participação de toda comunidade escolar. Sem esquecer dos pressupostos: educador como agente de educação e mudanças; ensino dialógico e reflexivo
            Escola é espaço de sonhos, de fazer diferença, de material humano, que é feito de pulsões, de afetos, de buscar coisas que façam sentido. De mudar realidades, de fazer diferente e melhorar a qualidade de vida. É busca de uma prática participativa que melhora a qualidade de vida e assegura o direito de cidadania.

          “Constato, não para me adaptar, mas para mudar 
                                                                                                                                       Paulo Freire