Retrato da escola...Novos olhares
Alguém já viveu a
experiência de retornar a algum lugar visitado há muitos anos atrás? Como quem
viveu muito tempo em uma cidade, ocorrendo a mudança para um lugar distante e
retornando tempos depois? É a mesma cidade. Pode ter ocorrido alguma
modificação de paisagem, mas permanece o mesmo perfil. Algumas casas ainda
estão lá, os prédios públicos que talvez você tenha frequentado, eles estão lá:
mas a visão que você tem do lugar é completamente diferente. Mudou o lugar? Mudou a cidade? Ou você que
mudou?
A paisagem pode ser a
mesma, mas mudou o seu jeito de olhar.
Olhar a escola parece
tarefa fácil. Estou lá todos os dias. Muitos de nós passam lá a maior parte de
seu tempo. Mas, agora, muda meu jeito de
olhar: Começo a ler com atenção o PPP - leitura que já havia iniciado na escola
em 2014 - com o estudo para elaboração de novo PPP pela comunidade escolar.
Mas, agora, com as discussões
das aulas no Seminário Integrador, fixo meu olhar em concepções que baseiam o Projeto
político-pedagógico: O que é educar? Como está organizada a avaliação? O que é
conhecimento?
Está lá, na filosofia da
escola:
“O Centro Municipal de
Educação Básica Camilo Alves Visa à formação do educando enquanto agente de
ação e de mudanças, através do desenvolvimento de suas potencialidades (...) promovendo
um ensino dialógico e reflexivo...”.
Mas não basta somente uma
concepção de educação e escola. É necessário principalmente uma prática que
seja coerente com o discurso. Fazer como prática da escola a educação como exercício
da cidadania!
Então, começo a pensar nos
projetos que vivemos com a comunidade escolar: “Africanidades”, “Outubro rosa”,
“Feira de ideias”, “Consciência negra”, “Tudo bem ser diferente”, “Aprender
Brincando”, “Caminhada pela PAZ” e muitos outros.
Percebo, com alegria, que
estamos no caminho. Que muitas ações estão coerentes com o discurso. Mas toda
educação não é tarefa pronta, acabada, é construção. Construção realizada pelos
sujeitos da ação. Então vamos
construindo, novos projetos, com a participação de toda comunidade escolar. Sem
esquecer dos pressupostos: educador como agente de educação e mudanças; ensino
dialógico e reflexivo
Escola é espaço de sonhos, de fazer
diferença, de material humano, que é feito de pulsões, de afetos, de buscar
coisas que façam sentido. De mudar realidades, de fazer diferente e melhorar a
qualidade de vida. É busca de uma prática participativa que melhora a qualidade
de vida e assegura o direito de cidadania.
“Constato, não para me adaptar, mas para mudar”
Paulo Freire
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