terça-feira, 16 de julho de 2019

REPOST 10 Seminário Integrador IX



Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem : Escrita do Blog / Exercício de reflexão

segunda-feira, 1 de maio de 2017



Na postagem referida acima cito a autora Kemmis, 1999, p. 96-97, para a autora a reflexão:
- Não é um processo puramente individual, mas um processor social;
- está a serviço dos interesses humanos, sendo um processo político;
- dá forma à ideologia, essa por sua vez, dá forma à reflexão;
- é uma prática que expressa o poder do homem para reconstruir a vida social por meio da comunicação ( diálogo), na tomada de decisões.
Esta citação enfatiza uma aprendizagem construída no PEAD:
Os conhecimentos construídos no PEAD, as reflexões com a escrita da trajetória, impactaram minha prática pedagógica, mudaram  concepções e criaram uma postura ética e ideológica com o respeito às singularidades de cada aluno, o respeito à diversidade da turma, a busca por metodologias que possibilitem a construção de conhecimento tendo o aluno como sujeito de suas aprendizagens, a valorização de seus conhecimentos prévios e a busca do meu papel como mediadora na construção das aprendizagens..

Referências:
ALARCÃO. Isabel. Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto alegre: ARTMED, 2001.

REPOST 09 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Preconceito Racial nas Escolas - Busca de ações Afirmativas

segunda-feira, 30 de outubro de 2017


https://portfoliofatimapachecopead2014.blogspot.com/2017/10/pead-eixo-vi-preconceito-racial-nas.html


Na postagem acima cito uma enquete que realizei   com as certezas e dúvidas elaboradas para investigação relativa ao Preconceito Racial nas escolas[1]. O que fundamentou esta investigação foi o relato de um aluno negro, que enfrentou uma situação de preconceito racial protagonizada pela diretora da escola. Este menino foi transferido para a escola em que atuava com professora alfabetizadora. A agressão estava presente em sua memória evocando sentimentos de tristeza e revolta.

Na análise de resultados os participantes concordaram  que existe preconceito racial na escola, um dado importante, pois as ações afirmativas iniciam com a percepção de que a discriminação e o preconceito racial permeia as ações no interior destas instituições.

As pesquisas sobre Racismo e Bullying nas escolas , devem ser fundamentos para ações afirmativas. Embora as semanas de Africanidades sejam relevantes, esta é uma discussão que deve estar  presente no cotidiano da escola. O racismo institucional , para ser superado, necessita ações constantes e não somente pontuais.

REPOST 08 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Mapas conceituais- Intencionalidade pedagógica

segunda-feira, 9 de abril de 2018


Na postagem referida acima, publiquei o conceito de Mapa conceitual conforme segue:

 

O mapa conceitual é uma estrutura esquemática para representar um conjunto de conceitos imersos numa rede de proposições. Ele é considerado como um estruturador do conhecimento, na medida em que permite mostrar como o conhecimento sobre determinado assunto está organizado na estrutura cognitiva de seu autor, que assim pode visualizar e analisar a sua profundidade e a extensão. Ele pode ser entendido como uma representação visual utilizada para partilhar significados, pois explicita como o autor entende as relações entre os conceitos enunciados. O mapa conceitual se apóia fortemente na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, que menciona que o ser humano organiza o seu conhecimento através de uma hierarquização dos conceitos. © Ciências & Cognição 2007; Vol. 12:

Diante deste conceito podemos concluir que a elaboração de mapa pode ser utilizada para levantamento dos conhecimentos prévios sobre determinado assunto , pois através dele visualizamos a organização na estrutura cognitiva de nosso aluno.O autor do artigo  cita Novak e Gowin ( 1999:56)para exemplificar esta e outras  aplicações em Educação dos Mapas Conceituais:


A elaboração de Mapas Conceituais é rotina em sala de aula. Considero um recurso para levantamento de conhecimentos prévios, como também como instrumento para avaliar os conhecimentos que os alunos construíram após um Projeto. 
Este recurso aproxima a escolarização do cotidiano das crianças, pois ao escutar os alunos, o que já conhecem sobre o tema em estudo,  seus saberes são valorizados tornando as aulas mais significativas . As crianças evidenciam um maior interesse em aulas em que valorizamos suas vivências e saberes prévios.










REPOST 07 Seminário Integrador IX



Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Avaliação / Superação de métodos diretivos excludentes

segunda-feira, 30 de abril de 2018











Na postagem citada acima analiso a  charge. Nesta  vemos a ilustração representando a função da avaliação como classificatória, com o objetivo dicotômico de  aprovar ou reprovar. Sendo que o único aluno aprovado é o que está espelhando a professora, ou seja, seu ideal de aluno, o modelo esperado. Nesta charge vemos a realidade que ocorre no cotidiano das escolas com relação a função da avaliação. Esta é concebida como instrumento de classificação, acrescido de força pela coação e medo provocados pela possibilidade de reprovação escolar. Para Souza, 1993,
         A avaliação do rendimento escolar tem se traduzido, nas escolas, em uma prática autoritária que legitima um processo de seletividade e discriminação de alunos com consequências sociais e pessoais danosas, em nada coerente com a função de apoiar o aperfeiçoamento do ensino. Na prática, negamos as diferenças individuais dos alunos e as decorrentes das classes sociais provenientes.
Esta análise do sistema de avaliação, impactou profundamente minha ação pedagógica. Como professora alfabetizadora, a avaliação é um instrumento que serve como diagnóstico, com o objetivo de propostas de alternativas as crianças que não desenvolveram as habilidades previstas para a etapa de ensino. Sendo que na Alfabetização, o levantamento das hipóteses do Sistema de Escrita Alfabética em que a criança encontra-se é o balizador para a proposta de ações alternativas para que se consolide o avanço.








REPOST 06 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



segunda-feira, 28 de maio de 2018


Na postagem citada acima cito o artigo “Inovações pedagógicas e a reconfiguração de saberes no ensinar e no aprender na universidade”. Neste , Isabel Cunha relata  pesquisa realizada com professores universitários , através de estudo de casos. Na análise das rupturas que vem ocorrendo no ensinar e aprender,  utiliza  como referencial o seguinte conceito de inovação pedagógica:
                   Entendemos que a inovação requer uma ruptura necessária que permita reconfigurar o conhecimento para além das regularidades propostas pela  modernidade. Ela pressupõe , pois, uma ruptura pragmática e não apenas inclusão de novidades inclusive as tecnológicas... Nesse sentido envolve uma mudança na forma de entender o conhecimento.  CUNHA. 2004. P. 12

Quando analiso o conceito de Inovações Pedagógicas em sala de aula, fica evidente que ela somente ocorre quando há uma ruptura com uma metodologia Diretiva de Ensino. Ou seja, falar de Inovação implica em pensar em reconfiguração no papel do professor em sala de aula , que passa a ser um mediador na construção de aprendizagem dos alunos. Assim como, reconfigurar o papel dos alunos, que passam a ser sujeitos, construindo conhecimento por sua ação.  Esta análise, construída no PEAD, transformou minha ação docente, pois como mediadora de aprendizagens, passei a valorizar os conteúdos significativos aos alunos, iniciando as aulas pelo levantamento de seus conhecimentos prévios, tornando as aprendizagens significativas, aproximando a escolarização do cotidiano das crianças.


REPOST 05 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Alfabetização de adultos - o que aprendemos com o trabalho de campo   Sexta-feira, 22 de junho de 2018

A Interdisciplina Alfabetização de Jovens e Adultos propôs uma atividade que possibilitou entrevistar alguns alunos desta etapa de Ensino. Na análise das entrevistas constatamos algumas evidências como as que seguem.
A marca da evasão do ensino regular fica marcada pela reprovação, ‘tive que repetir’. As práticas pedagógicas diretivas, tradicionais, baseadas em memorização de conteúdos , são baseadas em categorias que classificam os alunos que são capazes ou reprova os incapazes . Este modelo não possibilita alternativas para que a produção de conhecimento ocorra, somente rotula, exclui  e expulsa.
A educação fundamentada em práticas pedagógicas diretivas, com modelos de avaliação classificatória, marcaram a escolarização de Jessica e de Claudia ( nome Fictício).
Esta análise ocasionou uma auto reflexão sobre minhas práticas pedagógicas. A partir deste exercício de reflexão, sobre o fracasso escolar dos sujeitos de pesquisa, ficou marcada em minha prática de alfabetizadora, a busca pela superação das dificuldades das crianças, tendo uma atenção com a valorização de suas potencialidades, para não marcar sua escolaridade pela via do fracasso, mas sim da superação.














sábado, 13 de julho de 2019

REPOST 04 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Educação Inclusiva /Questionamentos reconstrutivos

Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação!

Faz parte igualmente do pensar certo, a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia. FREIRE,1996. P.40
Na postagem referida acima, faço alguns questionamentos sobre a prática pedagógica, analisando como as ações podem promover a inclusão, ou cristalizar a exclusão. Nesta análise, percebo que a Inclusão é um processo que requer reconstruções e reconfigurações da concepção do ser professor.














REPOST 03 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019



Postagem: Pesquisa como metodologia de Ensino
Na postagem referida acima, transcrevi a mediação do Projeto de Aprendizagem: Bullying – O que é?  Como evitar?
Nesta postagem, publiquei o comentário da aluna Laura. O que aprendi com a pesquisa? Resposta da aluna Laura, 09 anos
Aprendi que Bullying chateia, machuca, são agressões físicas e com palavras.
Entendi que os que fazem o Bullying se acham populares , poderosos , mas são líderes negativos.
E as pessoas que sofrem Bullying ficam chateadas, magoadas, tristes, humilhadas e machucadas.
Nós podemos ajudar as pessoas que sofrem com o Bullying , não concordando e chamar a pessoa mais próxima para ajudar a combater as agressões e devemos aumentar a autoestima desta pessoa.
Somos diferentes uns dos outros. Temos que nos aceitar e respeitar as diferenças.

As afirmações da aluna, após a implementação do Projeto, evidenciaram a possibilidade dos PAs, como metodologia eficaz para produção de conhecimentos pelas crianças. As etapas do referido Projeto, foram marcadas pela cooperação, colaboração e busca autônoma de respostas às questões de investigação. Na interação entre pares, as crianças evidenciam que constroem suas aprendizagens.
Este é um grande aprendizado que modfificou minha prática, pois inseri nas ações Projetos e com eles , a valorização da autonomia e da cooperação em sala de aula.














REPOST 02 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019




Na postagem referida acima, transcrevi entrevista de  Bauman, em que pontua o contexto da Era digital.:
O contexto da tecnologia da informação é como uma biblioteca de fragmentos, de pedacinhos, sem algo que os reúna e os transforme em sabedoria em conhecimento. E isto destrói certas capacidades psicológicas, como atenção, concentração, consistências e o chamado pensamento linear, quando estuda um assunto de forma consistente , o esgota, vai até o fim.
É uma situação completamente nova, que põe os educadores numa situação muito difícil. Eles precisam repensar muitas coisas.


Analisando as aprendizagens construídas no PEAD, percebo que fica evidenciado em minha prática pedagógica, a inserção das Tecnologias de Informação e comunicação como recursos para construção de aprendizagens.
Iniciei em 2015,  a mediação de pesquisas com as crianças. Alguns projetos realizados foram: Alimentação Saúdavel, Emoções e Bullying- o que é e como evitar.Com a inserção das TICs – Tecnologias da Comunicação e Informação- nas aulas, as pesquisas foram sendo ampliadas com a utilização destes recursos.
A era digital, exige uma nova capacidade leitora , que capacite as crianças para ler e produzir textos em ambientes digitais. Assim implemntar PAs possibilita o desenvolvimento da competência leitora, também em ambientes digitais.










REPOST 01 Seminário Integrador IX


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019




O Seminário Integrador IX trouxe o desafio de refletir com base nas postagens realizadas  nos   Eixos V à VIII do PEAD.
O exercício de reflexão, ou a prática reflexiva como educadoras,  foi a ênfase deste Curso de Pedagogia. Assim, aproximando-se da Conclusão do Curso, temos mais uma oportunidade de analisar e pontuar algumas reconfigurações no fazer pedagógico.
 Como realizado no Seminário Integrador VIII, revisito as postagens para refletir sobre as aprendizagens construídas no PEAD, analisando como estas impactaram minha ação como docente. Sendo também esta uma das aprendizagens do PEAD, o exercício de repensar a ação pedagógica, a busca de novas possibilidades de atuação que possibilitem a construção de uma escola pública democrática com princípios e práticas de cidadania.
A este exercício que se referem as próximas postagens:  REPOST SI IX 02 à REPOST SI IX 09








sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 10


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Para gostar de ler/  Letramento e emoções

Publiquei no BLOG em julho de 2016, postagem sobre a importância de encantar as crianças com a leitura. Segue LINK abaixo:

Com referência a importância do letramento encontrei na página  “ A taba”  a seguinte afirmação:
Boas experiências de leitura abrem espaço para o espanto, para o encantamento, para a diversidade de emoções e descobertas.
Onde há espaço para sermos quem somos, para aceitarmos as diferenças, para nos apoiarmos e aprendermos mutuamente, não há lugar para a solidão, o ódio, a violência e a indiferença.
Por isso a presença dos adultos, mediando as conversas e o acesso das crianças às experiências de leitura é tão fundamental. Eles podem e devem ser os principais interlocutores nesse diálogo dos pequenos com o mundo das artes. Não como seres passivos diante das palavras de outros nem mesmo como os únicos detentores das respostas corretas. Mas como aqueles que também se abrem às inúmeras perguntas e inquietações provocadas pelo contato com a boa literatura. Que estão disponíveis a caminhar junto com suas crianças, fazendo pequenas travessias diante das maravilhas do desconhecido.
Só assim, quem sabe, poderemos viver em um mundo onde haja menos muros e muito mais pontes.
 "O que as crianças podem aprender com a leitura de textos literários." Disponível em: https://ataba.com.br/o-que-as-criancas-podem-aprender-com-a-leitura-de-textos-literarios/


Alguns temas, como a morte, a separação dos pais, o medo de crescer, estes e outros que povoam o pensamento das crianças e que não encontram formas de expressão, têm na literatura uma forma de representação. Na narrativa das histórias, na configuração dos personagens, a criança consegue pela imaginação, encontrar uma forma de identificação com as emoções que a invadem.
Cito novamente Diana e Mario Corso, quando ressaltam este aspecto das histórias:
O aspecto fundamental é que as histórias infantis trazem assuntos que em outros lugares não são abordados. Nem a escola nem seus pais conseguem falar diretamente sobre os grandes temas da vida, como o amor e a morte, assim como a separação e o abandono, sobre como ela experimenta cada separação como uma ausência irreparável. Através de seus personagens, ela encontra uma representação para as emoções aparentemente sem sentido que a invadem. CORSO, Diana; CORSO, Mario. 2009

O autor Bruno Bettelheim ressalta as inúmeras funções que a história tem para a criança, que vai além do entretenimento e resposta à curiosidade. Entre as funções destaca o estímulo a imaginação, desenvolvimento do intelecto enfim esta relacionada com todos os aspectos da personalidade infantil.
Para que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Resumindo, deve de uma só vez relacionar-se com todos os aspectos de sua personalidade - e isso sem nunca menosprezar a criança, buscando dar inteiro crédito a seus predicamentos e, simultaneamente, promovendo a confiança nela mesma e no seu futuro. BETTELHEIM, 2002. P.5

Desenvolvi em 2018 o Projeto “Contar histórias e encantar” que foi efetivado com a reescrita de Contos de fadas, com as quais produzimos um livro da turma. No mesmo projeto mediei à pesquisa de gêneros textuais escolhidos pelos alunos.
A leitura dos livros de literatura infantil, a contação de histórias aos alunos e toda prática de letramento propicia aos alunos   avanços no processo de  alfabetização, e possibilitando aos  alunos identificar as emoções que os  invadem.




SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 09




Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Professor pesquisador /  Mediação de projetos de aprendizagens

Publiquei no BLOG em 04 de dezembro de 2015, postagem sobre a importância da formação Projeto de pesquisa no ensino fundamental. Segue LINK abaixo:


O mundo transforma-se com uma velocidade que excede a nossa capacidade de mensuração. As mídias digitais provocaram uma revolução na comunicação em massa , interconectividade, multiplicidade de informações, um novo território chamado espaço informacional.
            Estas mudanças exigem do professor uma nova postura, que esteja contextualizada no mundo globalizado, pois exigem desconstruções, transgressões e novas tessituras do que é ser professor.
Então o método tradicional, centrado na figura do professor, precisa ser superado, exigindo do mesmo uma mudança metodológica, política e ideológica. Pois,educar, para esse novo mundo, passa a ser concebido como mediar, articular e orientar investigações. O foco não é mais o discurso em monólogo do professor, mas as questões desafiadoras que ele é capaz de propor. Além da necessidade da escuta articuladora das questões formuladas pelos alunos.
Assim, a escolha do método deve priorizar o desenvolvimento de competências que instrumentalizem o aluno para interagir e habitar esse mundo novo. Leia da Cruz Fagundes, expõe algumas dessas competências, dentre elas:
- Atualizar fontes de informação e desenvolver talentos/competências em todas áreas, impedindo que as defasagens aumentem;
- Desenvolver atitudes e valores para a convivência com autonomia e cooperação;
- Desenvolver novas habilidades para uma mesma profissão cujas atividades variam e se transformam rapidamente. (FAGUNDES, 2006, p.13).

            Para implementar esta nova postura de professor mediador e possibilitar ao aluno que participe como sujeito na construção de suas aprendizagens,  encontramos o método dos Projetos de aprendizagens. A metodologia de Projetos possibilita ao aluno alcançar seu poder de reflexão, de busca autônoma de soluções para os problemas enfrentados no cotidiano.

O desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem é uma pedagogia que explora os princípios do construtivismo e dá suporte ao construcionismo - nela, o estudante constrói conhecimento a partir da exploração de uma questão de investigação. ( FAGUNDES et. al, 2006,p.29)

Fazer opção pela metodologia de projetos envolve duas posturas centrais: mudar o papel do professor, concebendo o papel deste como mediador na construção de aprendizagens e construir espaços na escola que visem ao desenvolvimento da autonomia do aluno, seu trabalho colaborativo, sua escrita autoral e fortalecimento de sua identidade.

Referências:
FAGUNDES, Léa da Cruz, ARAGÓN, Rosane, BASSO, Marcus Vinicius de Azevedo, BITTENCOURT, Juliano de Vargas, MENEZES, Crediné Silva de, MONTEIRO, Valéria Cristina. “ Projetos de aprendizagem: uma experiência mediada por ambientes telemáticos”. Revista Brasileira de informática na educação. Florianópolis. Vol. 14, no. 1 (jan./abr. 2006), p. 29-39.




SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 08


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Educação /  Reflexão e transgressão

Publiquei no BLOG em 27 de março de 2016 , postagem sobre a importância do Blog como espaço de reflexão sobre a ação. Segue LINK abaixo:

É preciso refletir sobre a prática num movimento de ação/reflexão/ação. Neste sentido, uma investigação sobre a prática supõe uma fundamentação teórica. Neste exercício de professora reflexiva o estudo do modelo de  pedagogia relacional, de Fernando Becker, causou grande impacto em minha prática pedagógica.. No modelo de pedagogia relacional a concepção é de que o conhecimento é resultado de uma construção do sujeito. Construir conhecimento é construir capacidades ou competências. Este é sustentado pela epistemologia genética construtivista, configurando relações de trocas onde o professor que ensina também aprende e o aluno, ao contribuir com seu conhecimento e ao elaborar novas perguntas e respostas, também ensina.
Considerando a concepção de docência da pedagogia freireana, Fernando Becker ressalta que a prática pedagógica tem alguns pressupostos básicos: a valorização do conhecimento dos alunos, a visão do conhecimento como resultado da construção do sujeito, a construção do conhecimento ocorre pela ação. Diante desta concepção de docência o professor deve criar situações que desafiem o aluno à ação, a buscar respostas, transformando o aluno em sujeito autônomo, pesquisador, capaz de aprender sempre. A docência tem como princípios a ética, o respeito, a luta contra as discriminações, a dialogicidade e a crença de que ensinar é um ato político. Fernando Becker ressalta:
Para Freire, o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo. As relações de sala de aula, de cristalizadas - com toda a dose de monotonia que as caracteriza - passam a ser fluídas. O professor construirá, a cada dia, a sua docência dinamizando seu processo de aprender Os alunos construirão, a cada dia, a sua discência, ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas. Mas, o que avança mesmo nesse processo é a condição prévia de todo aprender ou de todo conhecimento, isto é, a capacidade construída de, por um lado, apropriar-se criticamente da realidade física e/ou social e, por outro, de construir sempre mais e novos conhecimentos. BECKER. 1994. pa


SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 07


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Para gostar de ler/  leitura do mundo


Publiquei no BLOG em 23 de julho de 2016, postagem sobre a importância de selecionar os livros de literatura infantil para contação de histórias, tendo como critério os estereótipos e verdades que afirmam. Segue LINK abaixo:

            São inúmeras as possibilidades e estratégias para explorar a leitura em sala de aula explorando os diferentes gêneros: Contos de fadas, poesias, lendas, parlendas, fábulas, trava-línguas. A literatura infantil é constante em turmas dos Ciclos inicias de Alfabetização. Mas antes de investigar as possibilidades de atividades que a literatura possibilita, é necessário analisar a função da literatura como espaço de expressão da subjetividade do aluno e sua função como leitura crítica do mundo.
Quando coloco o aluno em contato com uma narrativa, seja através de um Filme, teatro, declamação de uma poesia, música ou de uma brincadeira cantada, ao escutar a história, o aluno através do uso da fantasia e imaginação, extrapola o significado imediato. Ele reconhece o personagem a partir de sua subjetividade, ou seja, reconhece-se nele e pode ali resolver e elaborar seus conflitos e medos, superar alguma situação de existência que esteja vivenciando, ter a esperança de que a solução é possível. Como afirmam os autores Diana Corso e Mario Corso, a criança se apropria da fantasia, para fazer histórias na medida de sua necessidade.
Os pequenos pensam através de histórias, eles encontram na ficção situações e personagens que ilustram suas questões e seus impasses existenciais. A criança não só entra na fantasia proposta, ela se apropria da fantasia para seu uso particular, recorta, monta, cola, inventa partes, tudo para fazer histórias na medida da sua necessidade. A ficção dispõe elementos para o uso da imaginação. Seu manejo é lúdico, mas sua função ultrapassa a brincadeira, ela está, ao seu modo, compreendendo, elaborando, resolvendo pendências. CORSO, Diana, CORSO, Mario. 2009
Ao selecionar o material de leitura precisamos refletir sobre os títulos para estas atividades. Que conceitos e preconceitos eles supõem, ou seja, que valores estas leituras estão preconizando. Que estereótipos estão enfatizando e reforçando como verdadeiros.
Quem conta um conto, mais do que contar um conto reforça ou questiona estereótipos, crenças e verdades do senso comum. Quando lemos para as crianças ou proporcionamos aos alunos materiais de leituras, estamos propondo uma leitura que vai além do enredo da história, propomos uma leitura de mundo e dos valores que a cultura impõe.
Através das narrativas em prosa ou poesia a criança vai entrar em contato com visões de mundo, e podemos através do material que selecionamos alargar sua visão e ampliar seus horizontes com novas possibilidades de convivência com as diferenças, ética e respeito á singularidade de cada pessoa, ou conformá-los e moldá-los a padrões reacionários e excludentes.
 No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire ao referir-se aos saberes necessários à prática educativa crítica , cita entre eles a rejeição a qualquer forma de discriminação:
Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade de ser humano e nega radicalmente a democracia.FREIRE,1996. P.40,41

 Fanny Abramovich em seu Livro: “ Literatura Infantil: Gostosuras e bobices”, cita um texto de Dom Hélder Câmara em que ele faz, segundo a autora, uma reivindicação de condições para que haja uma ampliação de visão que a criança tem do mundo e pelas quais, segundo ela, deveriam se responsabilizar todos aqueles que se preocupam com a formação do ser humano.
Se eu pudesse
Dava um globo terrestre
A cada criança...
Se possível até
um globo luminoso,
na esperança
de alargar ao máximo
a visão infantil
e de ir despertando
interesse e amor
por todos os Povos,
todas as Raças,
todas as Línguas,
todas as Religiões!...

Referências:

1.       BELINSK, Tatiana.Coletânea de textos, PORTAL MEC. Programa de professores alfabetizadores. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf

2.       CORSO, Diana; Corso, Mario. Por que as crianças precisam de histórias? Revista Mente &Cérebro,ano XVI, número 197.  2009. Disponível em http://www.marioedianacorso.com/por-que-as-criancas-precisam-de-historiasAcessado em 28 de julho de 2016.

3.      FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. 6 ed. São Paulo: Paz e terra, 1997