sexta-feira, 21 de julho de 2017

Feira de Ideias

Projeto pedagógico em ação



Apresentação do Projeto de Aprendizagem
Feira de Ideias


A Feira de Ideias é um evento para valorizar e incentivar a prática da pesquisa em sala de aula. No CMEB Camilo Alves as apresentações dos alunos  evidenciaram  alegria em socializar os conhecimentos que produziram com suas investigações.
E a feira contou com a participação do Projeto de Pesquisa que mediei com minha turma. Momento de socializar as aprendizagens. Os alunos utilizaram  o caderno de campo para relatar as etapas da investigação. Também utilizaram o Mapa conceitual elaborado de forma colaborativa com a turma. Percorrendo o mapa faziam  comentários para os visitantes. Na parede fixamos as fotos de todos alunos com a legenda: pesquisadores!
O que representa este evento para os alunos?
 Valorização dos conhecimentos que construíram com a investigação, autonomia para relatar suas descobertas aos visitantes e valorização de sua autoria.
E os visitantes, os pais dos alunos , prestigiaram a todos com muita atenção e respeito ao conhecimento dos filhos.
Um sucesso! Que venham mais feiras e eventos para incentivar práticas que promovam  a participação e ação do aluno, para construção de seus conhecimentos!





Projeto pedagógico em ação


Feira de Ideias CMEB Camilo Alves

Hoje pela manhã aconteceu a Feira de Ideias do CMEB Camilo Alves- Esteio. Escola em que atuo como professora alfabetizadora. Qual a relevância deste evento para a escola?
A Feira de Ideias é um evento para valorizar e incentivar a prática da pesquisa em sala de aula. As apresentações dos alunos  evidenciaram  alegria em socializar o conhecimento que produziram com suas investigações.
Os pais prestigiaram as apresentações  com muita atenção. Alguns ficaram muito surpresos com a quantidade  e qualidade de trabalhos apresentados.
Desta forma, a Feira de Ideias cumpriu o objetivo de valorizar as pesquisas realizadas e incentivar novas investigações. E superou este objetivo, pois as famílias ao acompanharem a apresentação dos trabalhos dos filhos, também foram impactadas positivamente, o que  resulta no maior empenho em colaborar com as atividades pedagógicas.  
A parceria entre escola e família é fundamental, e para fomentar projetos de pesquisa, é muito relevante.












terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Democrática / Avanços e desafios

Organização do Ensino Fundamental


Gestão Democrática da Escola Pública

Avanços e desafios 

A Interdisciplina Organização do Ensino fundamental, propiciou uma leitura da trajetória de leis e normas que visam assegurar a gestão Democrática nas Escolas Públicas. O material disponibilizado possibilitou visualizarmos os avanços alcançados para garantir a  gestão democrática. Esta trajetória fica evidenciada no texto disponibilizado pelas professoras da Interdisciplina. Neste demonstram que desde 1988 a gestão democrática é um princípio constitucional, o que não havia ocorrido em nenhuma das constituições anteriores. Expressa no art. 206. “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: [...] VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei”.  Também representando um avanço nesta trajetória a Lei Estadual nº. 10576, de 14 de novembro de 1995, que dispõe sobre a Gestão Democrática do Ensino Público do Estado do Rio Grande do Sul.
Como consequência destes avanços e para tornar possível sua efetivação as autoras citam todo ordenamento legal que deu suporte como:  o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aprovado pela Lei Federal nº. 8069, de 13 de julho de 1990; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) aprovada pela Lei Federal nº. 9394, de 20 de dezembro de 1996, que nos artigos 14 e 15 aborda a gestão democrática da escola com predomínio das palavras participação e autonomia; o Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado pela Lei Federal nº. 10172, de 9 de janeiro de 2001 e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) aprovado pela Lei Federal nº. 9424, de 24 de dezembro de 1996.
Mas para que a gestão democrática ocorra de fato, é necessário que a busca da participação de todos segmentos nas decisões seja um processo construído colaborativamente, de forma solidária e dialógica. Neste processo o papel do diretor e de toda equipe é fundamental, pois cabe a eles empoderar os participantes e confirmar sua representatividade. Pois em muitas escolas, constatamos que as representações são simbólicas, pois as decisões ficam centralizadas de forma autoritária..
Não basta que existam Conselhos escolares, grêmios estudantis e  conselhos de classe. É necessário que estes sejam espaços de fato, de participação e de representatividade. Considero que as aprendizagens da Interdisciplina serviram de base para multiplicarmos estes conhecimentos e fomentar nas escolas em que atuamos a realização de oficinas, reflexões e formações que visem efetivar a atuação do Conselho Escolar e das diversas instâncias de representatividade.

BANDEIRA, Larissa Vieira, MORAES, Rosária Lanziotti, ZIEDE, Mariangela Lenz. Organização do Ensino Fundamental: um olhar sobre a prática na educação a distância. PEAD//UFRGS - 2017






Aprendizagens significativas

Seminário Integrador V

Concepções de construção de conhecimento


Fig. 01 Foto alunos conversando sobre Bulying Junho/2017


 Fig. 02 Foto alunos conversando sobre Bulying Junho/2017
              
Aprendizagens significativas

Quando analisamos as vantagens de trabalhar com Projetos de Aprendizagem em sala de aula, ou seja, mediar a investigação dos alunos, encontramos como uma das respostas: a construção de aprendizagens significativas. Isto é inegável, ao apoiar nossa prática pedagógica em metodologias que desenvolvam a valorização dos conhecimentos prévios, a conexão destes com as informações coletadas nas pesquisas, todo processo amparado na ação dos alunos e em sua autonomia, aprendizagens significativas são construídas.

Este processo ficou evidenciado na investigação que mediei em aula sobre Bullying.  Ao fazer o inventário dos conhecimentos prévios, realizei o levantamento das informações existentes na estrutura cognitiva dos alunos. Estes ao entrar em contato com o material da investigação e reflexões sobre as vivências pessoais , foram apreendidos e transformados em novo conhecimento.
O que mudou nesta prática de fazer pesquisa foi a ação dos alunos, movidos pelo seu interesse e curiosidade, foram selecionando material de pesquisa, analisando informações e fazendo conexões da teoria com sua vivência em sala de aula.
O conceito de Bullying foi refletido com relação às vivências dos alunos na escola. Houve relatos de alunos que foram vítimas de Bullying e ao participar das reflexões e conversas , posicionaram-se e solicitaram ajuda para diminuir seu sofrimento.  Desta forma a investigação superou os conceitos teóricos e trouxe melhorias para as interações dos alunos em sala de aula.

Escola democrática


Organização do Ensino Fundamental


Organização do Ensino Fundamental

Escola democrática

Gestão Escolar 31 - O que caracteriza uma escola democrática?

No Vídeo disponibilizado pela Interdisciplina Organização do Ensino fundamental, o professor Vitor Paro apresenta o fundamento de uma escola democrática. Considerando que  democracia envolve sujeitos que se afirmam como tal esta escola ela está pautada em relações dialógicas e participativa. O mais importante da democracia na escola é a relação entre o professor e o aluno que precisa ter como fundamento o respeito a subjetividade.
O professor traz conceitos de democracia, cidadania, e provoca algumas reflexões sobre a escola democrática.
Fica evidenciado que uma escola democrática é um processo de busca da cidadania, de construção de espaços que favoreçam a representatividade de todos segmentos da escola na forma de colegiados. Exige reflexão e desconstrução do papel da escola para que seja transformada em espaço de democracia.










segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mapa Conceitual

Seminário Integrador V

Mapa conceitual




Fig. Mapa conceitual elaborado pelos alunos 3º Ano A / CMEB Camilo Alves

Métodologia de ensino
            Uma das etapas do Projeto de aprendizagem prevê a construção de um mapa conceitual. Este é um desafio para quem atua com uma turma de 3º Ano. Mas antes do relato da construção do mapa, vamos a uma revisão conceitual: O que é um mapa conceitual e qual a sua finalidade.
O autor Dutra define Mapas Conceituais como a representação gráfica de um conjunto de conceitos, conforme segue:
O mapa conceitual, baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, é uma representação gráfica em duas dimensões de um conjunto de conceitos construídos de tal forma que as relações entre eles sejam evidentes. Os conceitos aparecem dentro de caixas, enquanto que as relações entre os conceitos são especificadas através de frases de ligação nos arcos que unem os conceitos. A dois conceitos, conectados por uma frase de ligação, chamamos de proposição. DUTRA, 2009.
   O autor  sugere que a construção de um mapa conceitual siga as seguintes etapas:
 a) ter, antes, uma boa pergunta inicial, cuja resposta estará expressa no mapa conceitual construído;
 b) escolher um conjunto de conceitos (palavras-chave) dispondoos aleatoriamente no espaço onde o mapa será elaborado;
c) escolher um par de conceitos para estabelecimento da(s) relação(ões) entre eles;
 d) decidir qual a melhor e escrever uma frase de ligação para esse par de conceitos escolhido; e) a repetição das etapas c) e d) tantas vezes quanto isso se fizer necessário (em geral até que todos os conceitos escolhidos tenham, ao menos, uma ligação com outro conceito).
O mapa conceitual pode ser elaborado com muitas finalidades , como avaliação de aprendizagens, como elaboração de um plano de estudos e também pode ser utilizado como recurso de aprendizagem, ou seja como uma metodologia para mediar a construção de conhecimento. O autor Moreira define da seguinte forma:
Na medida em que os alunos utilizarem mapas conceituais para integrar, reconciliar e diferenciar conceitos, na medida em que usarem essa técnica para analisar artigos, textos capítulos de livros, romances, experimentos de laboratório, e outros materiais educativos do currículo, eles estarão usando o mapeamento conceitual como um recurso de aprendizagem .MOREIRA/ 2009
Esta elaboração de mapas permite aos alunos a construção de aprendizagens significativas.
O conceito básico da teoria de Ausubel é o de aprendizagem significativa. A aprendizagem é dita significativa quando uma nova informação (conceito, ideia, proposição) adquire significados para o aprendiz através de uma espécie de ancoragem em aspectos relevantes da estrutura cognitiva preexistente do indivíduo, isto é, em conceitos, ideias, proposições já existentes em sua estrutura de conhecimentos (ou de significados) com determinado grau de clareza, estabilidade e diferenciação. MOREIRA .2009
Na atividade de elaboração do mapa conceitual realizada com a turma de 3º Ano, ficou evidenciada a forma como os alunos faziam relações com seus conhecimentos prévios e  novas informações  sobre Bullying. Eles faziam  conexões com o conhecimento prévio e surgiam novas relações entre o conceito e suas implicações. A construção foi realizada de maneira colaborativa e coletiva. Escutava suas afirmações e registrava no quadro. Confesso que fiquei impactada com a possibilidade de utilizar mapas conceituais como recurso  de aprendizagem.



Referência:
DUTRA, Ítalo Modesto. Mapas conceituais e uma proposta de categorias construtivistas para seu uso na avaliação da aprendizagem. 2009
MOREIRA, Marco Antonio. Mapas conceituais e aprendizagens significativas.2012/2013


Projetos de aprendizagem \Definição e prática

Seminário Integrador V
Pesquisa como metodologia de ensino

Fig. 01 Foto Pesquisa no LABIN. O que é Bullying?

Alunos construindo conhecimento

A Interdisciplina Projetos pedagógicos em Ação, teve como atividade norteadora a mediação de um Projeto de Aprendizagem com a turma em que atuo.
Em anos anteriores também mediei Pesquisas nas turmas. No ano de 2015 participei do Curso de Metodologia da Pesquisa Científica no Ensino Fundamental/ Fundação Liberato. No mesmo Ano implementei a pesquisa com os Alunos sobre Alimentação Saudável com o tema: O que trazemos na lancheira? O Objetivo foi levantar dados sobre os lanches trazidos para a escola e o impacto destes na saúde dos alunos.   Em 2016 participei novamente do Curso e com base neste mediei o Projeto: Emoções. Com o objetivo de reconhecimento das emoções. De uma forma lúdica, oportunizar momentos de sensibilização, de reflexão.
Meu interesse pelos Projetos de Pesquisa com os alunos tiveram como base a concepção de que a Pesquisa é uma metodologia de ensino que promove o protagonismo do aluno, sua autonomia na construção de conhecimento.
Em todas pesquisas acima, aprendi muito. Mas este ano a pesquisa teve como questão de Investigação o Bullying e a metodologia adotada foi um Projeto de Aprendizagem. 

 Conforme definição de Fagundes, desenvolvimento de um projeto de aprendizagem consiste na busca por informações que esclareçam as indagações de um sujeito sobre a sua realidade. O objetivo é o desenvolvimento de um processo de aprendizagem que alcance a construção de novos conhecimentos, em que o aprendiz possa sistematizar informações ampliando sua rede de significações, possa reestruturar o raciocínio lógico sobre os novos significados enquanto elabora sínteses de respostas descritivas e explicativas para sua curiosidade. ( FAGUNDES et. al, 2006,p.30)

Nos projetos de aprendizagem temos que seguir alguns passos:
Seleção da questão de investigação que está relacionada com a curiosidade das crianças;
Inventário dos conhecimentoscertezas e dúvidas. Certezas provisórias consiste naquelas certezas para as quais não conhecemos o fundamento e dúvidas temporárias.
Investigação que consiste no esclarecimento das dúvidas e validação das certezas.
Elaboração de um plano – definição das unidades de investigação com previsão de tempo para sua realização, delimitar os recursos necessários e  escolha da metodologia.
A validação de um item exigecoleta de informações, análise debates e a elaboração de uma síntese. . ( FAGUNDES et. al, 2006,p.29)

O  método que mediei na turma de 3º ano  possibilitou aos alunos que atuassem como  sujeitos de suas aprendizagens, fortalecendo sua autonomia, sua autoria, seu aprender a aprender, desenvolvendo com essa ação novas competências. Na conclusão da aluna Laura percebemos que partindo de conhecimentos prévios sobre o tema, os mesmos foram elaborados e conectados as repostas encontradas na investigação e transformaram-se em novo conhecimento.

O que aprendi com a pesquisa? Resposta da aluna Laura, 09 anos

Aprendi que Bullying chateia, machuca, são agressões físicas e com palavras.
Entendi que os que fazem o Bullying se acham populares , poderosos , mas são líderes negativos.
E as pessoas que sofrem Bullying ficam chateadas, magoadas, tristes, humilhadas e machucadas.
Nós podemos ajudar as pessoas que sofrem com o Bullying , não concordando e chamar a pessoa mais próxima para ajudar a combater as agressões e devemos aumentar a autoestima desta pessoa.
Somos diferentes uns dos outros. Temos que nos aceitar e respeitar as diferenças.

FAGUNDES, Léa da Cruz; SATO, Luciane Sayuri; MAÇADA, Débora Laurino. Aprendizes do futuro: as inovações começaram! São Paulo: Agência Espacial Brasileira, 2006.