sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 10


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Para gostar de ler/  Letramento e emoções

Publiquei no BLOG em julho de 2016, postagem sobre a importância de encantar as crianças com a leitura. Segue LINK abaixo:

Com referência a importância do letramento encontrei na página  “ A taba”  a seguinte afirmação:
Boas experiências de leitura abrem espaço para o espanto, para o encantamento, para a diversidade de emoções e descobertas.
Onde há espaço para sermos quem somos, para aceitarmos as diferenças, para nos apoiarmos e aprendermos mutuamente, não há lugar para a solidão, o ódio, a violência e a indiferença.
Por isso a presença dos adultos, mediando as conversas e o acesso das crianças às experiências de leitura é tão fundamental. Eles podem e devem ser os principais interlocutores nesse diálogo dos pequenos com o mundo das artes. Não como seres passivos diante das palavras de outros nem mesmo como os únicos detentores das respostas corretas. Mas como aqueles que também se abrem às inúmeras perguntas e inquietações provocadas pelo contato com a boa literatura. Que estão disponíveis a caminhar junto com suas crianças, fazendo pequenas travessias diante das maravilhas do desconhecido.
Só assim, quem sabe, poderemos viver em um mundo onde haja menos muros e muito mais pontes.
 "O que as crianças podem aprender com a leitura de textos literários." Disponível em: https://ataba.com.br/o-que-as-criancas-podem-aprender-com-a-leitura-de-textos-literarios/


Alguns temas, como a morte, a separação dos pais, o medo de crescer, estes e outros que povoam o pensamento das crianças e que não encontram formas de expressão, têm na literatura uma forma de representação. Na narrativa das histórias, na configuração dos personagens, a criança consegue pela imaginação, encontrar uma forma de identificação com as emoções que a invadem.
Cito novamente Diana e Mario Corso, quando ressaltam este aspecto das histórias:
O aspecto fundamental é que as histórias infantis trazem assuntos que em outros lugares não são abordados. Nem a escola nem seus pais conseguem falar diretamente sobre os grandes temas da vida, como o amor e a morte, assim como a separação e o abandono, sobre como ela experimenta cada separação como uma ausência irreparável. Através de seus personagens, ela encontra uma representação para as emoções aparentemente sem sentido que a invadem. CORSO, Diana; CORSO, Mario. 2009

O autor Bruno Bettelheim ressalta as inúmeras funções que a história tem para a criança, que vai além do entretenimento e resposta à curiosidade. Entre as funções destaca o estímulo a imaginação, desenvolvimento do intelecto enfim esta relacionada com todos os aspectos da personalidade infantil.
Para que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam. Resumindo, deve de uma só vez relacionar-se com todos os aspectos de sua personalidade - e isso sem nunca menosprezar a criança, buscando dar inteiro crédito a seus predicamentos e, simultaneamente, promovendo a confiança nela mesma e no seu futuro. BETTELHEIM, 2002. P.5

Desenvolvi em 2018 o Projeto “Contar histórias e encantar” que foi efetivado com a reescrita de Contos de fadas, com as quais produzimos um livro da turma. No mesmo projeto mediei à pesquisa de gêneros textuais escolhidos pelos alunos.
A leitura dos livros de literatura infantil, a contação de histórias aos alunos e toda prática de letramento propicia aos alunos   avanços no processo de  alfabetização, e possibilitando aos  alunos identificar as emoções que os  invadem.




SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 09




Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Professor pesquisador /  Mediação de projetos de aprendizagens

Publiquei no BLOG em 04 de dezembro de 2015, postagem sobre a importância da formação Projeto de pesquisa no ensino fundamental. Segue LINK abaixo:


O mundo transforma-se com uma velocidade que excede a nossa capacidade de mensuração. As mídias digitais provocaram uma revolução na comunicação em massa , interconectividade, multiplicidade de informações, um novo território chamado espaço informacional.
            Estas mudanças exigem do professor uma nova postura, que esteja contextualizada no mundo globalizado, pois exigem desconstruções, transgressões e novas tessituras do que é ser professor.
Então o método tradicional, centrado na figura do professor, precisa ser superado, exigindo do mesmo uma mudança metodológica, política e ideológica. Pois,educar, para esse novo mundo, passa a ser concebido como mediar, articular e orientar investigações. O foco não é mais o discurso em monólogo do professor, mas as questões desafiadoras que ele é capaz de propor. Além da necessidade da escuta articuladora das questões formuladas pelos alunos.
Assim, a escolha do método deve priorizar o desenvolvimento de competências que instrumentalizem o aluno para interagir e habitar esse mundo novo. Leia da Cruz Fagundes, expõe algumas dessas competências, dentre elas:
- Atualizar fontes de informação e desenvolver talentos/competências em todas áreas, impedindo que as defasagens aumentem;
- Desenvolver atitudes e valores para a convivência com autonomia e cooperação;
- Desenvolver novas habilidades para uma mesma profissão cujas atividades variam e se transformam rapidamente. (FAGUNDES, 2006, p.13).

            Para implementar esta nova postura de professor mediador e possibilitar ao aluno que participe como sujeito na construção de suas aprendizagens,  encontramos o método dos Projetos de aprendizagens. A metodologia de Projetos possibilita ao aluno alcançar seu poder de reflexão, de busca autônoma de soluções para os problemas enfrentados no cotidiano.

O desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem é uma pedagogia que explora os princípios do construtivismo e dá suporte ao construcionismo - nela, o estudante constrói conhecimento a partir da exploração de uma questão de investigação. ( FAGUNDES et. al, 2006,p.29)

Fazer opção pela metodologia de projetos envolve duas posturas centrais: mudar o papel do professor, concebendo o papel deste como mediador na construção de aprendizagens e construir espaços na escola que visem ao desenvolvimento da autonomia do aluno, seu trabalho colaborativo, sua escrita autoral e fortalecimento de sua identidade.

Referências:
FAGUNDES, Léa da Cruz, ARAGÓN, Rosane, BASSO, Marcus Vinicius de Azevedo, BITTENCOURT, Juliano de Vargas, MENEZES, Crediné Silva de, MONTEIRO, Valéria Cristina. “ Projetos de aprendizagem: uma experiência mediada por ambientes telemáticos”. Revista Brasileira de informática na educação. Florianópolis. Vol. 14, no. 1 (jan./abr. 2006), p. 29-39.




SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 08


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Educação /  Reflexão e transgressão

Publiquei no BLOG em 27 de março de 2016 , postagem sobre a importância do Blog como espaço de reflexão sobre a ação. Segue LINK abaixo:

É preciso refletir sobre a prática num movimento de ação/reflexão/ação. Neste sentido, uma investigação sobre a prática supõe uma fundamentação teórica. Neste exercício de professora reflexiva o estudo do modelo de  pedagogia relacional, de Fernando Becker, causou grande impacto em minha prática pedagógica.. No modelo de pedagogia relacional a concepção é de que o conhecimento é resultado de uma construção do sujeito. Construir conhecimento é construir capacidades ou competências. Este é sustentado pela epistemologia genética construtivista, configurando relações de trocas onde o professor que ensina também aprende e o aluno, ao contribuir com seu conhecimento e ao elaborar novas perguntas e respostas, também ensina.
Considerando a concepção de docência da pedagogia freireana, Fernando Becker ressalta que a prática pedagógica tem alguns pressupostos básicos: a valorização do conhecimento dos alunos, a visão do conhecimento como resultado da construção do sujeito, a construção do conhecimento ocorre pela ação. Diante desta concepção de docência o professor deve criar situações que desafiem o aluno à ação, a buscar respostas, transformando o aluno em sujeito autônomo, pesquisador, capaz de aprender sempre. A docência tem como princípios a ética, o respeito, a luta contra as discriminações, a dialogicidade e a crença de que ensinar é um ato político. Fernando Becker ressalta:
Para Freire, o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo. As relações de sala de aula, de cristalizadas - com toda a dose de monotonia que as caracteriza - passam a ser fluídas. O professor construirá, a cada dia, a sua docência dinamizando seu processo de aprender Os alunos construirão, a cada dia, a sua discência, ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas. Mas, o que avança mesmo nesse processo é a condição prévia de todo aprender ou de todo conhecimento, isto é, a capacidade construída de, por um lado, apropriar-se criticamente da realidade física e/ou social e, por outro, de construir sempre mais e novos conhecimentos. BECKER. 1994. pa


SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 07


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Para gostar de ler/  leitura do mundo


Publiquei no BLOG em 23 de julho de 2016, postagem sobre a importância de selecionar os livros de literatura infantil para contação de histórias, tendo como critério os estereótipos e verdades que afirmam. Segue LINK abaixo:

            São inúmeras as possibilidades e estratégias para explorar a leitura em sala de aula explorando os diferentes gêneros: Contos de fadas, poesias, lendas, parlendas, fábulas, trava-línguas. A literatura infantil é constante em turmas dos Ciclos inicias de Alfabetização. Mas antes de investigar as possibilidades de atividades que a literatura possibilita, é necessário analisar a função da literatura como espaço de expressão da subjetividade do aluno e sua função como leitura crítica do mundo.
Quando coloco o aluno em contato com uma narrativa, seja através de um Filme, teatro, declamação de uma poesia, música ou de uma brincadeira cantada, ao escutar a história, o aluno através do uso da fantasia e imaginação, extrapola o significado imediato. Ele reconhece o personagem a partir de sua subjetividade, ou seja, reconhece-se nele e pode ali resolver e elaborar seus conflitos e medos, superar alguma situação de existência que esteja vivenciando, ter a esperança de que a solução é possível. Como afirmam os autores Diana Corso e Mario Corso, a criança se apropria da fantasia, para fazer histórias na medida de sua necessidade.
Os pequenos pensam através de histórias, eles encontram na ficção situações e personagens que ilustram suas questões e seus impasses existenciais. A criança não só entra na fantasia proposta, ela se apropria da fantasia para seu uso particular, recorta, monta, cola, inventa partes, tudo para fazer histórias na medida da sua necessidade. A ficção dispõe elementos para o uso da imaginação. Seu manejo é lúdico, mas sua função ultrapassa a brincadeira, ela está, ao seu modo, compreendendo, elaborando, resolvendo pendências. CORSO, Diana, CORSO, Mario. 2009
Ao selecionar o material de leitura precisamos refletir sobre os títulos para estas atividades. Que conceitos e preconceitos eles supõem, ou seja, que valores estas leituras estão preconizando. Que estereótipos estão enfatizando e reforçando como verdadeiros.
Quem conta um conto, mais do que contar um conto reforça ou questiona estereótipos, crenças e verdades do senso comum. Quando lemos para as crianças ou proporcionamos aos alunos materiais de leituras, estamos propondo uma leitura que vai além do enredo da história, propomos uma leitura de mundo e dos valores que a cultura impõe.
Através das narrativas em prosa ou poesia a criança vai entrar em contato com visões de mundo, e podemos através do material que selecionamos alargar sua visão e ampliar seus horizontes com novas possibilidades de convivência com as diferenças, ética e respeito á singularidade de cada pessoa, ou conformá-los e moldá-los a padrões reacionários e excludentes.
 No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire ao referir-se aos saberes necessários à prática educativa crítica , cita entre eles a rejeição a qualquer forma de discriminação:
Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade de ser humano e nega radicalmente a democracia.FREIRE,1996. P.40,41

 Fanny Abramovich em seu Livro: “ Literatura Infantil: Gostosuras e bobices”, cita um texto de Dom Hélder Câmara em que ele faz, segundo a autora, uma reivindicação de condições para que haja uma ampliação de visão que a criança tem do mundo e pelas quais, segundo ela, deveriam se responsabilizar todos aqueles que se preocupam com a formação do ser humano.
Se eu pudesse
Dava um globo terrestre
A cada criança...
Se possível até
um globo luminoso,
na esperança
de alargar ao máximo
a visão infantil
e de ir despertando
interesse e amor
por todos os Povos,
todas as Raças,
todas as Línguas,
todas as Religiões!...

Referências:

1.       BELINSK, Tatiana.Coletânea de textos, PORTAL MEC. Programa de professores alfabetizadores. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf

2.       CORSO, Diana; Corso, Mario. Por que as crianças precisam de histórias? Revista Mente &Cérebro,ano XVI, número 197.  2009. Disponível em http://www.marioedianacorso.com/por-que-as-criancas-precisam-de-historiasAcessado em 28 de julho de 2016.

3.      FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. 6 ed. São Paulo: Paz e terra, 1997


SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 06




Aprendizagens em construção

pead 2014/2019

Educação/ reflexão na ação

Publiquei no BLOG em 01 de maio de 2017, postagem sobre a importância da reflexão para a ação do professor. Disponível em

              Por muito tempo os cursos de Pedagogia colocaram seu foco na leitura de autores, tendo como base a reflexão sobre conceituais teóricos. Hoje vemos, como ocorre no PEAD, uma nova prática de formação de professores que volta-se a reflexão da prática de seus formandos. Neste sentido o autor Antônio Nóvoa nos traz a importância da reflexividade crítica sobre as práticas:
                    A formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou de técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal. Antônio Nóvoa
Desta forma, nas leituras que faço, nas reflexões construídas durante o curso, vou construindo uma identidade e reconstruindo meu fazer profissional. Os referenciais teóricos, são dotados de sentido quando colocados em relação e articulam a minha prática pedagógica.
Nestes contextos formativos com base na experiência, a expressão e o diálogo assumem um papel de enorme relevância. Um triplo diálogo, poderei afirmar. Um diá­logo consigo próprio, um diálogo com os outros incluin­do os que antes de nós construíram conhecimentos que são referência e o diálogo com a própria situação, situa­ção que na fala, como Sch`n nos refere na sua linguagem metafórica.” Isabel Alarcão
Quando ao refletir sobre os conhecimentos conceituais, reflito sobre minha ação, e refletindo modifico minha prática e construo nova identidade profissional.
            ¨O triplo movimento sugerido por Schon (1990) - conhecimento na ação, reflexão na ação e reflexão sobre a ação e sobre a reflexão na ação - ganha uma pertinência acrescida no quadro do desenvolvimento pessoal dos professores e remete para a consolidação no terreno profissional de espaços de (auto)formação participada. Os momentos de balanço retrospectivo sobre os percursos pessoais e profissionais são momentos em que cada um produz a "sua" vida, o que no caso dos professores é também produzir a "sua" profissão.Schon citado em Antônio Nóvoa
Ao analisar as mudanças de concepções construídas durante o PEAD, considero que o desenvolvimento da capacidade crítico reflexiva é fundamental. Esta capacidade reflexiva direciona nossas práticas pelos questionamentos reconstrutivos, pela busca de novos caminhos e transgressões na docência. A capacidade reflexiva acompanha toda trajetória acadêmica e modifica nossa postura profissional, pois nos coloca como professores reflexivos , que fundamentam sua ação na busca de respostas para a efetivação de  uma escola democrática e cidadã.
Referências :

1.      ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2003.
2.      ARROYO. Miguel G. Pedagogias em movimento: o que temos a prender dos movimentos sociais. Disponível em http://www.curriculosemfronteiras.org/vol3iss1articles/arroyo.pdf
1.      NÓVOA , Antônio .Formação de professores e profissão docente.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 05




Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
TICs  E ALFABETIZAÇÃO

Publiquei no BLOG em abril de 2015, a experiência vivenciada no primeiro contato com o PBworks. O relato está disponível no LINK:
Enfrentado o desafio inicial de utilizar o PBworks como instrumento de registro de aprendizagens e apoio em  aprendizagens colaborativas, descobrimos este como recurso para mediar projetos de aprendizagens com os alunos.
Foram 04 anos de leituras, desafios e apropriação das mídias digitais. Neste período de estudos tivemos a possibilidade de refletir sobre a intencionalidade pedagógica das Mídias digitais e a medida que as utilizamos para construir conhecimentos como docentes , foi possível uma apropriação destes recursos para mediar conhecimentos enquanto educadoras.
Para a autora ALMEIDA, as TICS são um importante recurso para busca de informações que permitem resolver problemas, ampliar a compreensão do mundo instrumentalizando para  modificação do seu contexto.
Inserir-se na sociedade da informação não quer dizer apenas ter acesso à tecnologia de informação e comunicação - TIC, mas principalmente saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informações que permita a cada pessoa resolver os problemas do cotidiano, compreender o mundo e atuar na transformação de seu contexto. Assim, o uso da TIC com vistas à criação de uma rede de conhecimentos favorece a democratização do acesso à informação, a troca de informações e experiências, a compreensão crítica da realidade e o desenvolvimento humano, social, cultural e educacional. Tudo isso poderá levar à criação de uma sociedade mais justa e igualitária.Almeida, 2005.

Com estas possibilidades de pesquisa e busca de informações , modifica-se a concepção de ensinar. Assim, a autora define a concepção de ensino baseada nas TICS:
  
Ensinar é organizar situações de aprendizagem, criando condições que favoreçam a compreensão da complexidade do mundo, do contexto, do grupo, do ser humano e da própria identidade. Diz respeito a levantar ou incentivar a identificação de temas ou problemas de investigação, discutir sua importância, possibilitar a articulação entre diferentes pontos de vista, reconhecer distintos caminhos a seguir na busca de sua compreensão ou solução, negociar redefinições, incentivar a busca de distintas fontes de informações ou fornecer informações relevantes, favorecer a elaboração de conteúdos e a formalização de conceitos que propiciem a aprendizagem significativa.


Referências:  
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Tecnologia na escola: criação de redes de conhecimentos. Brasília, 2005. Programa Salto para o Futuro.

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 04


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Para gostar de ler/  Possibilidades de letramento

Publiquei no BLOG em julho de 2016, postagem sobre a importância de encantar as crianças com a leitura. Segue LINK abaixo:

Domingo, no caderno educação de ZH ,  me deparo com uma polêmica envolvendo a declaração do Ministro da educação Ricardo Vélez Rodriguez para quem “ As universidades devem ficar reservadas a uma elite intelectual”. O ministro fez esta afirmação que serve para comprovar o desgoverno e descompromisso com uma educação pública que possibilite acesso a todos cidadãos. Contrariando décadas de debates e políticas públicas efetivadas em ações  para possibilitar o acesso ao ensino público democrático e de qualidade.

Ao concordar com a afirmação feita pelo ministro, aceitamos o  apartheid educacional que vigorou na educação por muitas décadas. Ou seja, concordar que é natural, que tenham escolas para ricos e outra para pobres. Aceitamos esta concepção ou continuamos avançando em debates e ações que qualifiquem a educação e efetivem uma educação  pública de qualidade em todos os níveis: fundamental, médio,  e superior.

Mas  qual a relação com a leitura no ciclo de alfabetização?
Está relacionada com a disponibilização de igualdade de possibilidades a todos. Ou seja, diminuir as disparidades entre o letramento de  crianças que vêm de um ambiente com disponibilidade de material escrito, jornais, livros de literatura infantil, revistas  e àquelas em que a cultura escrita não está presente em seu cotidiano. Ao mediar situações de leitura, que tenham como objetivo encantar os alunos , criamos possibilidades de leitura que superam a  leitura escrita e supõe também uma leitura do mundo em que a criança está inserida.

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 03


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Chimamanda/  Possibilidades de novas narrativas de vida

 

Publiquei no BLOG , reflexão relativa ao vídeo de  Chimamanda. Cito , em breve relato, como esta leitura impactou meu fazer pedagógico.

A aluna estava completando 13 anos quando foi transferida para minha turma. Vinha de outra escola e a mudança era como um castigo pelo fracasso nos estudos. Chegou assustada, revoltada e contra sua vontade.  Veio trazida pela mãe,  acompanhada pela diretora que a conduziu até a porta da minha sala. Apesar da revolta estampada, consegui ver em seus olhos um pedido de ajuda.
Com o diagnóstico inicial, identifiquei que sua concepção de escrita situava-se na hipótese silábica. Sua história de vida escolar, até o momento, havia sido contada pela via do fracasso.  Não conseguia sucesso na alfabetização e a explicação era o comportamento rebelde e opositor.
No período em que chegou à sala, estávamos com o Projeto em andamento “ Contar histórias e encantar!”. Nesta etapa a tarefa era o ensaio do teatro “ A cigarrita e as cigarretes”, adaptação da fábula “ A cigarra e as formigas”. Acompanhava o ensaio no fundo da sala e enquanto um pequeno grupo dramatizava a narrativa, os demais acompanhavam com o enredo em mãos. A aluna aproxima-se e pergunta:
- O que ela falou está escrito aí?
- Sim, vamos procurar juntas!
Assim ela começa o avanço em sua hipótese de escrita. Identificando palavras no texto que tinha em mãos.
Por quê compartilho esta narrativa? Porque foi uma pequena transgressão que tirou desta aluna o peso de uma história escolar contada pela via do fracasso, uma história única. Como afirma Chimamanda,  em vídeo:

Histórias tem sido usadas para expropriar e tornar maligno. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias podem também reparar esta dignidade perdida.  

Como afirmei na postagem é uma importante reflexão para questionar o perigo de definirmos a identidade das crianças pelo que enfatizamos em suas histórias.  Este vídeo ensina a  considerar as possibilidades e potencialidades dos alunos, de aprendizagem e construção de conhecimento, e da importância da ética ao respeitarmos neste mesmo aluno, suas singularidades.  Afinal temos, como afirma Chimamanda ,  este enorme poder de reparar e resgatar a dignidade perdida.

1.    Conteúdo relacionado ao vídeo:  “O poder de uma história única”

1.1  Transcrição da Palestra de Chimamanda Adchie . disponível em :

        1.2 Sinopse do Vídeo no Blog “Por dentro da África”. Disponível em:
1.3  Artigo relacionado ao vídeo.   ALVES, Almeida Iulo, ALVES, Tainá  Almeida. O perigo da história única: diálogos com Chimamanda Adichie.  Trabalho apresentado no I Ciclo de Eventos Linguísticos, Literários e Culturais, realizado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Campus Jequié, Seção F: A abordagem social das identidades culturais

1.4  Matéria publicada na Revista Época:



domingo, 3 de fevereiro de 2019

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 02


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019
Emília Ferreiro/ Psicogênese da Língua Escrita

 

Publiquei no BLOG , postagem relativa a Teoria de Emília Ferreiro e as evidências de como esta impactou minha prática docente.

Conforme afirmação de  WEIZZ, 2005,  as pesquisas de Emilia Ferreiro produziram uma revolução conceitual na alfabetização, questionando as explicações de décadas para o fracasso expresso no grande número de reprovações.  Os argumentos que naturalizavam o fracasso na alfabetização inicial - a maioria alunos oriundos das classes populares, originando o que MORAES, 2012,  denominou como “ Apartheid educacional” -  foram questionados a partir da publicação do  livro “ Psicogênese da Língua Escrita”, 1986. A alfabetização antes considerada um acúmulo de informações, é comprovadamente um processo de construção de conhecimentos pela criança. O que antes era considerado como dificuldade de aprendizagem expressa pelos erros de escrita, são etapas dos avanços das hipóteses para o SEA - sistema de escrita alfabético.
O contato com a Teoria de Emilia Ferreiro impactou minha prática pedagógica, pois atuando como professora alfabetizadora no 3º ano/ Ciclo de alfabetização , tenho o desafio de consolidar o processo de alfabetização dos alunos. Assim , o diagnóstico inicial , identificando a concepção de cada aluno para a hipóteses de escrita  é a base para o processo de alfabetização. Após esta análise inicial a proposta de atividades que provoquem o avanço dos alunos de suas hipóteses do Sistema de escrita alfabética. Considerando que as mediações realizadas em minha prática docente precisam possibilitar provocações  adequadas ao nível de cada aluno, os projetos de aprendizagens, conforme citado na postagem, propiciam situações de leitura e escrita que desafiam o aluno e provocam o avanço em suas hipóteses do SEA.


Referências:
FERREIRO, Emilia. A Construção do Conhecimento. Revista “ Viver Mente e Cérebro”. Coleção memória da Pedagogia, Edição Especial, Nº5, 2005.

MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012.




sábado, 2 de fevereiro de 2019

SI VIII Aprendizagens em construção REPOST 01


Aprendizagens em construção

pead 2014/2019


O Seminário Integrador VIII nos colocou diante do desafio de revisitar as postagens realizadas  no início do curso ,  Eixos I à IV do PEAD. O objetivo é reler nossas produções fazendo um contraponto entre as afirmações apresentadas nestas e refletir sobre nossas concepções atuais, fundamentadas nos referencias teóricos apresentados pela formação em Pedagogia.
Nos documentos do Curso PEAD encontramos entre os  princípios orientadores do PPP e do currículo os que seguem:
PRINCIPIOS ORIENTADORES DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Atualização e ampliação dos saberes que fundamentam e informam as práticas educativas assumidas pelos professores, na perspectiva da estreita relação entre teoria e prática pedagógica.

PRINCIPIOS ORIENTADORES DO CURRÍCULO
O ensino entendido como o fazer pedagógico amparado nos saberes específicos e nos saberes pedagógicos e no exercício continuado da reflexão sobre esse próprio fazer, através da pesquisa.

            Revisitar as postagens possibilita uma reflexão sobre como as aprendizagens do PEAD , proporcionadas pelas  atividades propostas nas Interdisciplinas e articuladas pelo Seminário integrador, impactaram minha ação pedagógica. A esse exercício de reflexão que se propõe as postagens que seguem. Sendo também esta, uma das aprendizagens construídas no PEAD, o exercício de repensar a ação pedagógica, a busca de novas possibilidades de atuação que possibilitem a construção de uma escola pública democrática com princípios e práticas de cidadania.


Documentos do PEAD 2014 disponíveis em: