PEAD EIXO VI
Educação Inclusiva
Questionamentos reconstrutivos
O final do Semestre é sempre época de
intensificar as reflexões. Elas ocorrem durante todo o tempo, mas neste período
nos aproximamos das leituras com este olhar questionador e procuramos responder
o que estas modificaram em nossa prática profissional. Este semestre para mim
foi de aprofundar questionamentos, abandonar algumas ideias de senso comum e aprofundar algumas
concepções s que se expressam na busca da reconstrução de
práticas pedagógicas e de Intervenções na sala de aula. Vou subverter a
pergunta proposta a cada exposição da Síntese Reflexiva, à pergunta proposta: o
que me impactou, transformo em outra: de que forma impactei meus alunos?
Dentro desta lógica de reflexão na ação e para
a ação, este foi um semestre de profundos questionamentos, entre eles:
De que forma impactei meus alunos?
Que tipos de memórias serão evocadas quando
lembrarem o ano de 2017?
De que forma valorizei a expressão das
subjetividades e como favoreci o
desenvolvimento da autonomia e da construção de aprendizagens?
De que forma minhas falas, diálogos, mediações
nas atividades favoreceram a construção
de uma educação democrática?
De que forma as Intervenções pedagógicas que realizei com
meus alunos aprofundou preconceitos e discriminações ou favoreceu a afirmação
de identidades plurais?
Como atuei com os alunos que tem
ritmos próprios de aprendizagem? Intensifiquei estas dificuldades e rotulei ou reconheci as potencialidades
e consegui intervir com novos desafios e outras possibilidades pedagógicas que
atenderam às suas potencialidades?
Quando
releio as perguntas formuladas, percebo que estão atravessadas pelas minhas buscas.
Não busco respostas objetivas como uma prova de marcar o certo ou errado. Às perguntas estou tentado responder de
maneira efetiva na sala de aula. No confronto diário, nas ações que exigem uma resposta
rápida que preciso dar frente às situações surgidas no cotidiano. Para isto
servem as fundamentações teóricas. Para que na ação, na prática pedagógica,
consiga perceber as nuances da discriminação, do preconceito e da crueldade, da
negação da cidadania, das barreiras atitudinais, e assim procure subvertê-las.
Na busca de pensar sobre minha prática encontro em FREIRE, uma afirmação que transformo em aporte teórico para meus questionamento. Esta afirmação põe meus sentidos em alerta para fazer profundas
reflexões sobre minha prática.
Ensinar
exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação!
Faz
parte igualmente do pensar certo, a rejeição mais decidida a qualquer forma de
discriminação. A prática preconceituosa de raça , de classe, de gênero ofende a
substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia.FREIRE,1996. P.40
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