segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Questionamentos reconstrutivos


PEAD EIXO VI

Educação Inclusiva

Questionamentos reconstrutivos





O final do Semestre é sempre época de intensificar as reflexões. Elas ocorrem durante todo o tempo, mas neste período nos aproximamos das leituras com este olhar questionador e procuramos responder o que estas modificaram em nossa prática profissional. Este semestre para mim foi de aprofundar questionamentos, abandonar algumas ideias de senso comum e aprofundar algumas concepções s que se expressam na busca da reconstrução de práticas pedagógicas e de Intervenções na sala de aula. Vou subverter a pergunta proposta a cada exposição da Síntese Reflexiva, à pergunta proposta: o que me impactou, transformo em outra: de que forma impactei meus alunos?

 Dentro desta lógica de reflexão na ação e para a ação, este foi um semestre de profundos questionamentos, entre eles:

               De que forma impactei  meus alunos?


 Que tipos de memórias serão evocadas quando lembrarem o ano de 2017?

De que forma valorizei a expressão das  subjetividades e como favoreci o desenvolvimento da autonomia e da construção de aprendizagens?

De que forma minhas falas, diálogos, mediações nas atividades  favoreceram a construção de uma educação democrática?

De que forma  as Intervenções pedagógicas que realizei com meus alunos aprofundou preconceitos e discriminações ou favoreceu a afirmação de identidades plurais?

Como atuei com os alunos que tem ritmos próprios de aprendizagem? Intensifiquei  estas dificuldades e rotulei ou reconheci as potencialidades e consegui intervir com novos desafios e outras possibilidades pedagógicas que atenderam às suas potencialidades?

Quando releio as perguntas formuladas, percebo que estão atravessadas pelas minhas buscas. Não busco respostas objetivas como uma prova de marcar o certo ou errado. Às  perguntas estou tentado responder de maneira efetiva na sala de aula. No confronto diário, nas ações que exigem uma resposta rápida que preciso dar frente às situações surgidas no cotidiano. Para isto servem as fundamentações teóricas. Para que na ação, na prática pedagógica, consiga perceber as nuances da discriminação, do preconceito e da crueldade, da negação da cidadania, das barreiras atitudinais, e assim procure subvertê-las.

Na busca de pensar sobre minha prática encontro em FREIRE, uma afirmação que transformo em aporte teórico  para meus questionamento. Esta afirmação põe meus sentidos em alerta para fazer profundas reflexões sobre minha prática.

Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação!

Faz parte igualmente do pensar certo, a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça , de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia.FREIRE,1996. P.40


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