PEAD EIXO VI
O ensino e o anti-racismo
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No Brasil convivemos com o mito da
democracia racial que revela o pior tipo de racismo, o racismo velado. O mito
da democracia racial que produz nuances de racismo velado nas brincadeiras , na
naturalização de apelidos depreciativos e na aceitação da discriminação dissimulada.
Para construir ações afirmativas eficazes, precisamos refletir sobre as manifestações
do racismo no contexto social.
Para
embasar estas reflexões precisamos ter clareza sobre o conceito a experiência
do racismo que, Segundo Ellis Cashomre,
É
um fenômeno ideológico complexo cujas manifestações , embora variadas e
diversas, estão ligadas à necessidade e aos interesses de um grupo social de
conferir-se uma imagem e representar-se . O racismo engloba as ideologias
racistas, as atitudes fundadas em preconceitos raciais, comportamentos discriminatórios,
disposições estruturais e práticas institucionalizadas que atribuem características
negativas a determinados padrões de diversidade significados sócio negativos
aos grupos que os detêm, resultando em desigualdade racial, assim como na noção
enganosa de que as relações discriminatórias entre grupos são moral e
cientificamente justificáveis. O elemento central desse sistema de valores é de
que a raça determina o desenvolvimento cultural dos povos.Deles derivam aas
alegações de superioridade racial. O racismo, enquanto fenômeno ideológico,
submete a todos e todas, sem distinção, revitaliza e mantém sua dinâmica de
evolução de sociedade e das conjunturas históricas..
Esta
preocupação em expressar com clareza o racismo como fenômeno ideológico, que ocorre
como produção de um grupo em contexto histórico e denunciar com objetividade a
finalidade deste que é a naturalização da desigualdade e da opressão de um
grupo de pessoas pelo grupo dominante. A revisão do conceito é instrumento para denunciar o que ocorre no interior das
escolas e para possibilitar a reflexão e o debate para fomentar o anti-
racismo.
1.2 O ensino e o anti-racismo[1]
A questão do racismo deve ser apresentada à comunidade escolar de
forma que sejam permanentemente repensados os paradigmas, em especial os eurocêntricos,
com que fomos educados. Não nascemos racistas, mas nos tornamos racistas devido
a um histórico processo de negação da identidade de todo esse processo,
mostrando a resistência dos africanos e seus descendentes, que não se
submeteram à escravidão, que se rebelaram e que conseguiram manter vivas as
suas tradições culturais. Estabelecer um diálogo com este passado por meio de pesquisas,
de encontros com a ancestralidade, preservada ou reinventada, é fundamental no
sentido de não hierarquizarmos, idealizarmos ou subestimarmos as diversas motivações/manifestações
sócio políticas que dele fizeram parte.
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