segunda-feira, 16 de abril de 2018

Marcas da prática pedagógica


Marcas da prática pedagógica

A Interdisciplina Didática Planejamento e avaliação apresentou como proposta de atividade refletir sobre as marcas que as práticas pedagógicas deixam em nossas vidas, nos constituindo enquanto indivíduos e desta forma analisar diferentes relações de ensino e aprendizagem no contexto escolar. Como fundamento para a atividade foram disponibilizados o texto : "O menininho" de Helen Buckley , a charge de Luis Fernando Veríssimo e uma citação de Miguel Arroyo.


Nosso ofício carrega uma longa memória...
Prefiro pensar que o aprendizado vem dos primeiros contatos e vivências dos mestres que por longos anos tivemos, desde o maternal. As lembranças dos mestres que tivemos podem ter sido nosso primeiro aprendizado como professores. Suas imagens nos acompanham como as primeiras aprendizagens. (...) Repetimos traços de nossos mestres que, por sua vez, já repetiam traços de outros mestres. Esta especificidade do processo de nossa socialização profissional nos leva a pensar em algumas marcas que carregamos. São marcas permanentes e novas, ou marcas permanentes que se renovam, que se repetem, se atualizam ou superam (Miguel Arroyo,Ofício de Mestre , 2002, p.124).

Que marcas da sua prática pedagógica você gostaria de deixar nos seus alunos?
A leitura do texto: O menininho de Barkley  é a narrativa da vida escolar do menino que encontra uma escola com método diretivo de aprendizagem. Suas atividades são direcionadas pela professora que impede a manifestação de sua criatividade e tolhe a sua potencialidade.
Ao refletir sobre as marcas que gostaria de deixar em meus alunos percebo que  estas superam a questão cognitiva. Acredito e busco que a construção de conhecimento dos alunos, esteja  alicerçada em práticas emancipatórias e de respeito as subjetividades. É uma busca para que construam suas aprendizagens com base no desenvolvimento da autonomia e da valorização de suas identidades. Desta forma, gostaria de deixar a marca de uma professora que reconheceu suas potencialidades, que pela  fala, diálogo, mediação nas aprendizagens, favoreceu a afirmação de identidades plurais e questionou preconceitos e toda forma de discriminação.
É uma busca constante, que procuro construir com ações e reflexões sobre as ações , e na formação permanente e continuada que encontro no PEAD e em outros espaços de formação que são disponibilizados.
Realizei esta reflexão no Blog em dez. 2017

Referências:
 Ofício de Mestre , 2002, p.124.Fonte: Revista Pátio, Ano I, n° 4, fev./abri. 1998.


Luis Fernando Veríssimo. “ As aventuras da família Brasil”. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2233762/course/section/1583723/Sem%20t%C3%ADtulo.png


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