Organização do Ensino Fundamental
Gestão Democrática da Escola Pública
Avanços
e desafios
A Interdisciplina
Organização do Ensino fundamental, propiciou uma leitura da trajetória de leis
e normas que visam assegurar a gestão Democrática nas Escolas Públicas. O
material disponibilizado possibilitou
visualizarmos os avanços alcançados para garantir a gestão
democrática. Esta trajetória fica evidenciada no texto disponibilizado pelas
professoras da Interdisciplina. Neste demonstram que desde 1988 a
gestão democrática é um princípio constitucional, o que não havia ocorrido em
nenhuma das constituições anteriores. Expressa no art. 206. “O ensino será
ministrado com base nos seguintes princípios: [...] VI - gestão democrática do
ensino público, na forma da lei”. Também representando
um avanço nesta trajetória a Lei Estadual nº. 10576, de 14 de novembro de
1995, que dispõe sobre a Gestão Democrática do Ensino Público do Estado do Rio
Grande do Sul.
Como
consequência destes avanços e para tornar possível sua efetivação as autoras
citam todo ordenamento legal que deu suporte como: o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), aprovado pela Lei Federal nº. 8069, de 13 de julho de 1990; a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) aprovada pela Lei Federal nº.
9394, de 20 de dezembro de 1996, que nos artigos 14 e 15 aborda a gestão
democrática da escola com predomínio das palavras participação e autonomia; o
Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado pela Lei Federal nº. 10172, de 9 de
janeiro de 2001 e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
e de Valorização do Magistério (FUNDEF) aprovado pela Lei Federal nº. 9424, de
24 de dezembro de 1996.
Mas para que a gestão democrática ocorra de fato, é
necessário que a busca da participação de todos segmentos nas decisões seja um
processo construído colaborativamente, de forma solidária e dialógica. Neste processo o
papel do diretor e de toda equipe é fundamental, pois cabe a eles empoderar os participantes e
confirmar sua representatividade. Pois em muitas escolas, constatamos que as
representações são simbólicas, pois as decisões ficam centralizadas de forma
autoritária..
Não basta
que existam Conselhos escolares, grêmios estudantis e conselhos de classe. É necessário que estes
sejam espaços de fato, de participação e de representatividade. Considero que as aprendizagens da Interdisciplina
serviram de base para multiplicarmos estes conhecimentos e fomentar nas escolas
em que atuamos a realização de oficinas, reflexões e formações que visem
efetivar a atuação do Conselho Escolar e das diversas instâncias de representatividade.
BANDEIRA, Larissa Vieira, MORAES, Rosária
Lanziotti, ZIEDE, Mariangela Lenz. Organização do Ensino Fundamental: um olhar sobre a prática na educação a distância. PEAD//UFRGS - 2017
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