segunda-feira, 14 de maio de 2018

Planejamento docente


O que é planejar?






Para provocar nossa reflexão referente ao planejamento docente, a Interdisciplina Didática Planejamento e avaliação disponibilizou a leitura do texto ‘Planejamento: em busca de novos caminhos” e “Planejamento de ensino: um ato político e pedagógico”. Estes textos foram base para o levantamento de cinco perguntas sobre o ato de planejar.A partir da leitura dos textos de Rodrigues (2011) e Rays (2000), elaborar  cinco perguntas que considero importantes para fundamentar o planejamento de ensino.

Qual o significado destas  aprendizagens para a vida dos  alunos?
Quais são os conhecimentos prévios que podem ser articulados com esta aprendizagem?
Como esta aprendizagem se articula com outras áreas de conhecimento?
Quem são os alunos?
Qual a intencionalidade pedagógica da construção destas aprendizagens?

Desta forma ao articular e  selecionar os conteúdos para o planejamento, preciso questionar  qual o significado destes para o alunos.
As novas aprendizagens precisam ter como ponto de partida para a construção de novo conhecimento os conhecimentos prévios dos alunos. A partir da pergunta inicial: o que sabem sobre este assunto? ,  vamos lançando desafios onde o aluno, para responder ou superá-los deverá articular novas fontes de conhecimento com o que já sabia anteriormente. Como comprovou Piaget em suas pesquisas com crianças, a equilibração, sucede-se períodos de desequilíbração causados pelos desafios propostos pelo professore mediador. A estes se sucedem a assimilação e nova equilibração. Para que isto ocorra é necessário ter um olhar atento sobre o que o aluno já sistematizou, para que os desafios propostos  não sejam uma tarefa instranponível e que não sejam tão fáceis que não sejam capazes de mobilizar sua busca por novos saberes.
Neste desafios com o intuito de possibilitar a construção de novas aprendizagens, as áreas de conhecimento não podem ser tratadas de forma compartimentalizada. As áreas se complementam e articulam para a construção de conhecimento.
No entanto o fundamento das aprendizagens partem da realidade do aluno, aquilo que a ele tem significado. Freire afirma que antes da leitura da palavra, o aluno faz a leitura do mundo. Desta forma, aproximar o aluno da sua realidade é possibilitar que o mesmo aprofunde este olhar de forma crítica e transformadora.
               

RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico.Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 1989.


Xavier, Maria Luisa M.  e Dalla Zen, Maria Isabel H.  Planejamento em destaque: análises menos convencionais.Maria Luisa M. Xavier e Maria Isabel H. Dalla Zen. Maria Bernadette Castro Rodrigues: “Planejamento: em busca de caminhos”. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.



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