Para
provocar nossa reflexão referente ao planejamento docente, a Interdisciplina Didática Planejamento e avaliação
disponibilizou a leitura do texto ‘Planejamento:
em busca de novos caminhos” e
“Planejamento de ensino: um ato político e pedagógico”. Estes textos foram base
para o levantamento de cinco perguntas sobre o ato de planejar.A partir da leitura
dos textos de
Rodrigues (2011) e Rays (2000), elaborar cinco perguntas que considero importantes para
fundamentar o planejamento de ensino.
Qual o significado destas aprendizagens para a vida
dos alunos?
Quais são os conhecimentos prévios que podem ser
articulados com esta aprendizagem?
Como esta aprendizagem se articula com outras áreas de
conhecimento?
Quem são os alunos?
Qual a intencionalidade pedagógica da construção destas
aprendizagens?
Desta
forma ao articular e selecionar os
conteúdos para o planejamento, preciso questionar qual o significado destes para o alunos.
As
novas aprendizagens precisam ter como ponto de partida para a construção de
novo conhecimento os conhecimentos prévios dos alunos. A partir da pergunta
inicial: o que sabem sobre este assunto? , vamos lançando desafios onde o aluno, para
responder ou superá-los deverá articular novas fontes de conhecimento com o que
já sabia anteriormente. Como comprovou Piaget em suas pesquisas com crianças, a
equilibração, sucede-se períodos de desequilíbração causados pelos desafios
propostos pelo professore mediador. A estes se sucedem a assimilação e nova
equilibração. Para que isto ocorra é necessário ter um olhar atento sobre o que
o aluno já sistematizou, para que os desafios propostos não sejam uma tarefa instranponível e que não
sejam tão fáceis que não sejam capazes de mobilizar sua busca por novos
saberes.
Neste
desafios com o intuito de possibilitar a construção de novas aprendizagens, as
áreas de conhecimento não podem ser tratadas de forma compartimentalizada. As
áreas se complementam e articulam para a construção de conhecimento.
No
entanto o fundamento das aprendizagens partem da realidade do aluno, aquilo que
a ele tem significado. Freire afirma que antes da leitura da palavra, o aluno
faz a leitura do mundo. Desta forma, aproximar o aluno da sua realidade é
possibilitar que o mesmo aprofunde este olhar de forma crítica e
transformadora.
RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato
político-pedagógico.Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/
Universidade Federal de Santa Maria/RS, 1989.
Xavier,
Maria Luisa M. e Dalla Zen, Maria Isabel
H. Planejamento
em destaque: análises
menos convencionais.Maria Luisa M. Xavier e Maria Isabel H. Dalla Zen. Maria Bernadette Castro Rodrigues: “Planejamento: em busca de caminhos”. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.

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