segunda-feira, 21 de maio de 2018

Planejamento docente- elementos básicos


                      
                     Por que planejar?






A autora Rodrigues (2001) ao fazer uma retrospectiva de sua trajetória profissional como professora de Educação Infantil e supervisora traça um panorama sobre o planejamento docente. Retoma a década de oitenta e a forma burocratizada de planejamento que servia para atender uma exigência até chegar aos dias atuais e revelar a importância deste para concretizar a intencionalidade pedagógica das ações. Considera relevante para sua visão do planejamento hoje, a obra de Danilo Gandin, em que o autor sugere três questões básicas: o que queremos alcançar? A que distância estamos daquilo que queremos alcançar? O que faremos concretamente (em tal prazo) para diminuir esta distância? E desfez o nó ao afirmar:
Planejamento é elaborar – decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessário para isso. Verificar a  que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende: propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar – agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar – revisar sempre cada uma dessas ações, bem como cada um dos documentos dele derivados. (Gandin, 1985, p.22).

Elementos básicos para o esboço de um planejamento didático-pedagógico
Rodrigues afirma que há elementos que são básicos em qualquer forma de planejamento. São eles:
      • objetivos é preciso explicitá-los, tendo como questões básicas o quê” e “para quê”; 
  • justificativa toda proposta tem uma origem, um porquê; 
  • temática apresentação do eixo integrador; 
  • estratégias momento do "como" ser explicitado; 
  • localização onde será desenvolvido? Para quem? É importante esta caracterização, deixando esclarecido o contexto; 
  • recursos qual o apoio necessário, em termos de materiais, meios a serem utilizados; 
  • avaliação como acompanhamento permanente do processo, re­velar os indicadores, critérios de avaliação. 

Referência:
RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico.Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 1989.


Xavier, Maria Luisa M.  e Dalla Zen, Maria Isabel H.  Planejamento em destaque:análises menos convencionais.Maria Luisa M. Xavier e Maria Isabel H. Dalla Zen.Maria Bernadette Castro Rodrigues: “Planejamento: em busca de caminhos”. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.


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