PEAD EIXO VI
Educação Inclusiva
Reflexões sobre a formação continuada
“Interface entre a Clínica e a Escola”
Temos acompanhado um
amplo debate sobre Educação Inclusiva. Debates que ocorrem na academia, nas
formações continuadas de professores e no interior das Escolas. E precisamos
falar, estudar e voltar ao assunto muitas vezes. Como afirma Izabel Maior [1],
citando provérbio antigo: água mole em
pedra dura tanto bate até que fura.
A Educação Inclusiva para
ser construída e efetivar-se nas práticas pedagógicas exige formação
continuada, esta leitura do processo histórico da Inclusão, assim como os
Avanços e desafios da sala de aula Inclusiva. Precisamos entender mecanismos
excludentes que permeiam a Instituição escolar. Refletir sobre as consequências
causadas pelas barreiras atitudinais como preconceito, discriminação e estigmas,
que são mais segregadoras e cruéis que as barreiras arquitetônicas.
Com este propósito, em
2017 o CEMEI - Centro de Educação Inclusiva - disponibilizou a formação “
Interface entre a Clínica e a Escola”.[2]
Participei da formação, foram aulas presenciais pontuadas pela troca de experiências
entre professores da rede municipal e profissionais do CEMEI complementadas pelas
atividades em EAD. Conforme ementa segue
o objetivo do curso:
Aproximar o fazer da clínica ao do profissional que
atua diretamente com os alunos público-alvo da Educação Especial na perspectiva
Inclusiva, favorecendo a troca de experiências e saberes ao fomentar a
discussão acerca dos processos inclusivos, abordando aspectos teóricos e
práticos.
Foram disponibilizados os
seguintes Módulos:
Fundamentos da Educação
Inclusiva:
Aspectos Legais, Históricos
e Psicossociais da Educação Inclusiva
Contribuições da Clínica
para a Escola: Aspectos do Desenvolvimento Cognitivo
Contribuições da Clínica
para a Escola: Fatores de Proteção e Risco no desenvolvimento Psicológico da
Criança e Adolescente
Contribuições da Clínica
para a Escola: As contribuições da Fisioterapia no Ambiente Escolar
Interlocução Pedagógica
Contribuições da Clínica
para a Escola: As Contribuiçoes da Fonoaudiologia no Ambiente Escolar
AEE Atendimento
Educacional Especializado: Tecnologia Assistiva e Comunicação Aumentativa e
Alternativa
Concluída a formação de
40 horas, percebo que esta contemplou o objetivo de lançar uma reflexão sobre
as possibilidades da Educação Inclusiva. Para entendermos a importância destes
espaços de estudo, reflexão e troca de experiência cito a afirmação de DUZIK, 2017:
O respeito e a valorização da diversidade humana efetiva-se por meio do
deslocamento do verbo integrar,a simples união de diferentes grupos, sem um
projeto que institua uma nova percepção para a diferença, para o verbo incluir,
como um movimento que efetiva-se por meio de políticas públicas que projetam e
constroem a ação para o pertencer. Para que a integração se configure em uma
prática de inclusão, é precisos bases teóricas de respeito à heterogeneidade, é
necessário que suportes técnico metodológicos para que a mediação com a diferença
sejam discutidos e apropriados pela sociedade em sua totalidade , em especial
por educadores e gestores de sistemas escolares contemporâneos.
[1] Vídeo
Deficiências
e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra https://www.youtube.com/watch?time_continue=1027&v=29JooQEOCvA
[2] LINK
para o Curso” Interface entre a Clínica e a Escola”http://ead.esteio.rs.gov.br/course/view.php?id=10
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