sexta-feira, 22 de junho de 2018

Alfabetização de adultos - o que aprendemos com o trabalho de campo




Alfabetização de adultos 
O que aprendemos com o trabalho de campo


Nas histórias que vão se delineando nestes relatos, vamos questionando nossas concepções pedagógicas , o sistema de avaliação que adotamos nos sistemas de ensino que atuamos , e desta forma começamos a questionar de que forma ao atuar no ensino fundamental podemos acolher, valorizar , mediar conhecimentos ,ou, rotular estigmatizar e excluir, provocando esta subjetivação que evidenciamos: “ Sou Burra” .  Assim , mesmo aquelas que não atuam nas classes da EJA, são impelidas a propor alternativas que garantam às crianças o acesso a escola e a sua permanência . Como afirma Machado 2016 :
Não se pode refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos sem relacioná-la diretamente à forma como a sociedade está estruturada. Os cursos de alfabetização de adultos existem, exatamente, pela falta objetiva de oportunidades educacionais que garantam às crianças o acesso à escola, bem como à sua permanência, haja vista os altos índices de evasão e repetência evidenciados nas estatísticas sociais.


A marca da evasão do ensino regular fica marcada pela reprovação, ‘tive que repetir’. As práticas pedagógicas diretivas, tradicionais, baseadas em memorização de conteúdos , são baseadas em categorias que classifica os alunos que são capazes ou reprova os incapazes . Este modelo não possibilita alternativas para que a produção de conhecimento ocorra., somente rotula e expulsa.
A educação fundamentada em práticas pedagógicas diretivas. Com modelos de avaliação classificatória, marcaram a escolarização de Jessica e de Claudia. Este modelo opõem-se as concepções de alfabetização preconizadas por Freire. Para Freire a alfabetização é um ato de conhecimento de criação e não de memorização mecânica. O educando não é uma pasta onde são inseridos conceitos formados, para que aja essa construção da aprendizagem alfabética é preciso haver uma relação com a realidade que vive.

            É preciso desenvolver temas geradores que condizem com a realidade vivida pelo educando com o ato de aprender, o diálogo é a melhor forma de desenvolver o pensamento critico. “Através do diálogo podemos olhar o mundo e a nossa existência em sociedade como processo, algo em construção, como realidade inacabada e em constante transformação.


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