Alfabetização de adultos
O que aprendemos com o trabalho de campo
O que aprendemos com o trabalho de campo
Nas histórias que vão
se delineando nestes relatos, vamos questionando nossas concepções pedagógicas
, o sistema de avaliação que adotamos nos sistemas de ensino que atuamos , e desta
forma começamos a questionar de que forma ao atuar no ensino fundamental
podemos acolher, valorizar , mediar conhecimentos ,ou, rotular estigmatizar e
excluir, provocando esta subjetivação que evidenciamos: “ Sou Burra” . Assim , mesmo aquelas que não atuam nas
classes da EJA, são impelidas a propor alternativas que garantam às crianças o
acesso a escola e a sua permanência . Como afirma Machado 2016 :
Não
se pode refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos sem relacioná-la
diretamente à forma como a sociedade está estruturada. Os cursos de
alfabetização de adultos existem, exatamente, pela falta objetiva de
oportunidades educacionais que garantam às crianças o acesso à escola, bem como
à sua permanência, haja vista os altos índices de evasão e repetência
evidenciados nas estatísticas sociais.
A marca da evasão do ensino regular fica marcada pela reprovação,
‘tive que repetir’. As práticas pedagógicas diretivas, tradicionais, baseadas
em memorização de conteúdos , são baseadas em categorias que classifica os
alunos que são capazes ou reprova os incapazes . Este modelo não possibilita
alternativas para que a produção de conhecimento ocorra., somente rotula e
expulsa.
A
educação fundamentada em práticas pedagógicas diretivas. Com modelos de
avaliação classificatória, marcaram a escolarização de Jessica e de Claudia.
Este modelo opõem-se as concepções de alfabetização preconizadas por Freire. Para
Freire a alfabetização é um ato de conhecimento de criação e não de memorização
mecânica. O educando não é uma pasta onde são inseridos conceitos formados,
para que aja essa construção da aprendizagem alfabética é preciso haver uma
relação com a realidade que vive.
É preciso desenvolver temas geradores
que condizem com a realidade vivida pelo educando com o ato de aprender, o
diálogo é a melhor forma de desenvolver o pensamento critico. “Através do
diálogo podemos olhar o mundo e a nossa existência em sociedade como processo,
algo em construção, como realidade inacabada e em constante transformação.
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