sexta-feira, 22 de julho de 2016

Parte II


Brincar é importante por quê?

Figura 01 Crianças brincando pelo mundo.

Leituras e reflexões 

Os textos propostos para leitura na Interdisciplina Ludicidade, ressaltaram aspectos das brincadeiras demonstrando que as mesmas são essenciais ao desenvolvimento. No artigo “A teoria da diversão”, publicado pela Revista Nova Escola, encontramos a concepção de alguns pesquisadores que se preocuparam em compreender como as crianças se relacionam e como produzem cultura.  Esses pesquisadores, através de suas concepções, mudaram os paradigmas da educação comprovando a importância do brincar, bem como ressaltando aspectos importantes como a liberdade das brincadeiras sem finalidades didáticas e as possibilidades das brincadeiras para desenvolver a autonomia das  crianças.  Dentre eles encontramos  Wallon, Piaget e Vigotsky  que, a partir desta investigação, afirmam que as crianças se expressam culturalmente através das brincadeiras. Wallon traz como contribuição a necessidade da criança pelo afeto e movimento. Piaget, por sua vez, estabeleceu como brincam as crianças em diferentes faixas etárias.  Vygotsky  trouxe a importância dos processos interpessoais para produção de cultura.
No livro “Concepções do brincar na Psicologia”, encontramos algumas abordagens teóricas sobre o brincar com ênfase neste campo de conhecimento.
A abordagem da psicanálise afirma que podemos expressar nossos desejos de forma simbólica quando brincamos. Neste conteúdo reaparecem nossos desejos insatisfeitos, nossas experiências dolorosas ou traumáticas. Pela brincadeira, as crianças recriam estas situações e passam a dominá-las.
Winnicot relacionando o brincar como expressão dos aspectos saudáveis do psiquismo afirma:
É a brincadeira que é universal e que é própria da saúde: o brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde, o brincar conduz aos relacionamentos grupais o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia.”
Além das abordagens teóricas elencadas no livro, a obra aborda, ainda, a aplicabilidade prática das teorias apresentadas, tais como: a importância de introduzir brincadeiras na rotina da criança, seja no ambiente familiar ou escolar; a relevância de os adultos propiciarem momentos de brincadeiras de forma horizontal; ou seja, sem imposições,  garantindo às crianças ocasiões livres, onde brincam por si só; nesses momentos, os adultos devem  observar e mediar avanços  de acordo com a evolução de cada  período.  
            A interdisciplina Ludicidade promoveu a reflexão sobre a importância de tornarmos nossas aulas significativas, dando espaço para a fantasia e a imaginação das crianças. Possibilitar a criança criar e recriar os espaços, interagir, inventar brinquedos, jogar, descobrir outras formas de aprender. Estas possibilidades que dependem não de recursos materiais mas da postura do professor que passa a ser um mediador de vivências da criança, um desafiador, incentivador de suas potencialidades.

 REFERÊNCIAS:
CARVALHO, Alysson (et ali) Org. Brincar(es).Concepções do Brincar na Psicologia. Belo Horizonte. Editora UFMG. Pró-Reitoria de Extensão. UFMG,2005.

FERRARIS, Ana Oliveiro. Agitação que faz bem. Mente Cérebro. São Paulo: EDIOURO DUETTO EDITORIAL Ltda. Ano XVIII n° 216 jan/2011 (pp: 36-41)

 JOGOEDU. NUTED UFRGS. Módulo I -  Desenvolvimento do sujeito através do jogo.
Disponível em http://nuted.ufrgs.br/oa/JogoEdu/modulo1.html , visitado em 14 de julho de 2016.





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