Parte II
Brincar é importante por quê?
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| Figura 01 Crianças brincando pelo mundo. |
Leituras e reflexões
Os
textos propostos para leitura na Interdisciplina Ludicidade, ressaltaram
aspectos das brincadeiras demonstrando que as mesmas são essenciais ao
desenvolvimento. No artigo “A teoria da diversão”, publicado pela Revista Nova
Escola, encontramos a concepção de alguns pesquisadores que se preocuparam em
compreender como as crianças se relacionam e como produzem cultura. Esses pesquisadores, através de suas
concepções, mudaram os paradigmas da educação comprovando a importância do
brincar, bem como ressaltando aspectos importantes como a liberdade das
brincadeiras sem finalidades didáticas e as possibilidades das brincadeiras
para desenvolver a autonomia das crianças. Dentre eles encontramos
Wallon, Piaget e Vigotsky que, a partir desta investigação, afirmam
que as crianças se expressam culturalmente através das brincadeiras. Wallon
traz como contribuição a necessidade da criança pelo afeto e movimento. Piaget,
por sua vez, estabeleceu como brincam as crianças em diferentes faixas etárias.
Vygotsky trouxe a importância dos processos interpessoais para
produção de cultura.
No
livro “Concepções do brincar na Psicologia”, encontramos algumas abordagens
teóricas sobre o brincar com ênfase neste campo de conhecimento.
A
abordagem da psicanálise afirma que podemos expressar nossos desejos de forma
simbólica quando brincamos. Neste conteúdo reaparecem nossos desejos
insatisfeitos, nossas experiências dolorosas ou traumáticas. Pela brincadeira,
as crianças recriam estas situações e passam a dominá-las.
Winnicot
relacionando o brincar como expressão dos aspectos saudáveis do psiquismo
afirma:
“É
a brincadeira que é universal e que é própria da saúde: o brincar facilita o
crescimento e, portanto, a saúde, o brincar conduz aos relacionamentos grupais
o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia.”
Além
das abordagens teóricas elencadas no livro, a obra aborda, ainda, a
aplicabilidade prática das teorias apresentadas, tais como: a importância de
introduzir brincadeiras na rotina da criança, seja no ambiente familiar ou
escolar; a relevância de os adultos propiciarem momentos de brincadeiras de
forma horizontal; ou seja, sem imposições, garantindo às crianças
ocasiões livres, onde brincam por si só; nesses momentos, os adultos devem
observar e mediar avanços de acordo com a evolução de cada
período.
A interdisciplina Ludicidade promoveu a
reflexão sobre a importância de tornarmos nossas aulas significativas, dando
espaço para a fantasia e a imaginação das crianças. Possibilitar a criança
criar e recriar os espaços, interagir, inventar brinquedos, jogar, descobrir
outras formas de aprender. Estas possibilidades que dependem não de recursos
materiais mas da postura do professor que passa a ser um mediador de vivências
da criança, um desafiador, incentivador de suas potencialidades.
REFERÊNCIAS:
CARVALHO,
Alysson (et ali) Org. Brincar(es).Concepções do Brincar na Psicologia. Belo
Horizonte. Editora UFMG. Pró-Reitoria de Extensão. UFMG,2005.
FERRARIS, Ana
Oliveiro. Agitação que faz bem. Mente Cérebro. São Paulo: EDIOURO DUETTO
EDITORIAL Ltda. Ano XVIII n° 216 jan/2011 (pp: 36-41)
JOGOEDU. NUTED
UFRGS. Módulo I - Desenvolvimento do sujeito através do jogo.
Disponível em http://nuted.ufrgs.br/oa/JogoEdu/modulo1.html ,
visitado em 14 de julho de 2016.
Figura 01 disponível em: http://www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2014/07/criancas-brincando3.jpg

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